Conheça o Livro Raízes e Asas

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terça-feira, 6 de outubro de 2009

Uma Escalada Interior



Uma escalada interior
Marcos caminhava ofegante pela encosta da montanha. Já acompanhava a trilha por quase três horas. Fizera apenas duas pequenas pausas para observar a abertura de duas grutas à beira do caminho,



mas não se aventurara por elas: não trouxera material adequado; além disso sabia que normas de segurança diziam que nunca se deve explorar sozinho o interior de uma caverna.
O suor escorria-lhe pelo corpo, mas a satisfação era infinita. Naquele momento sentia o tempo como um aliado, um leve marejar, companheiro do prazer da aventura; muito diferente do inimigo implacável que o desafiava no dia-a-dia a cumprir horários rígidos, tornando-o um autômato a ir de um lado para outro, cumprindo mil tarefas diferentes em prazos esmagadores.



Não, ali o tempo era íntimo e amigo. Tudo o que precisava fazer era aquilo que quisesse e apenas queria continuar caminhando pela trilha e chegar ao topo da montanha. Com direito a também parar, sentar no chão, pular e rir de si mesmo. Ali, estava totalmente só, e era dono destes seus afortunados momentos.



E o que mais o impressionou fora o vazio, o silêncio e a paz infinita. Era tanta harmonia que podia chegar facilmente às lágrimas. Não de tristeza, mas de uma alegria inexplicável, de estar em contato consigo mesmo e em harmonia com a natureza. O silêncio era absoluto. O único som que podia ouvir era o som do vento acariciando seu rosto.
A cada respiração sentia a energia da montanha preenchendo seu corpo. Longe de ficar cansado com a puxada caminhada, sentia-se mais vibrante e cheio de vida, como se tivesse voltado a ser um menino. Tinha vontade de caminhar mais rápido, fazer a energia de seu corpo circular e vibrar em uma velocidade cada vez maior. Caminhou mais rápido, deu galopes e correu, voltando ao ritmo da caminhada depois. Podia tudo. Sentiu-se dono de si mesmo novamente.




Não passara por nenhuma tragédia recentemente. Sua vida continuava como antes: era casado, ainda não possuía filhos. Seu tempo era dedicado em sua maior parte ao trabalho desgastante que simplesmente não o satisfazia. Sentia que em breve teria de tomar uma decisão radical quanto a isto. Precisava descobrir uma atividade mais prazeirosa e lucrativa. Mas naquele omento, nada disso o importava. Bastava o momento presente. Porque o cotidiano e a rotina lhe roubavam seu bem mais precioso: o tempo de sua vida. Sentia-se vegetando, sendo lentamente moído pelas engrenagens do tempo e das obrigações sociais.



A melhor decisão que tivera em anos fora à de subir a serra até aquela pequena vila e escalar aquela imensa montanha. Chegaria a quase 2.000 metros de altura no topo. Por sorte, a trilha era larga, sem perigos. Não havia pontos de escalada. Ao lado da trilha, gramíneas, arbustos ressequidos e diminutas flores faziam parte da paisagem. Vez ou outra, uma ave de rapina, à procura de caça, cruzava o céu e ele imaginava que ela era livre, voando pelos céus, sem limites conhecidos, apenas o de caçar para aplacar sua fome.

Após quatro horas e trinta minutos de caminhada chegara finalmente ao topo. E lá no alto a superfície da montanha era semiplana. Daria alguns poucos campos de futebol em comprimento. Mas dali podia enxergar por dezenas de quilômetros ao redor, a perder de vista. Ele chegou, levantou as mãos para o céu e deixou-se cair de joelhos.



Fez uma oração interior. Há anos esquecera-se de como era se sentir tão vivo, de estar no mundo fazendo parte da natureza e não lutando contra ela. Não conseguiu deter uma ou outra lágrima da qual nem ao menos percebeu que derramava, tamanha emoção que lhe invadira a alma. A paisagem ilimitada a toda sua volta lhe parecia gritar que todos os caminhos estavam abertos, que nada o prendia a não ser a sua própria vontade, que fosse o que fosse que decidisse fazer de sua vida, seria bem-vindo e aceito pela natureza, pelo mundo e por Deus.
O seu caminho não estava traçado e engessado. Estava ali, vibrante em mil direções e cores diferentes que lhe sorriam e diziam para simplesmente ser feliz por onde quer que andasse, pois o seu tempo era apenas o tempo de uma vida.



O curto espaço de uma vida humana e que mesmo dentro deste espaço ele ainda podia ser tão breve quanto um suspiro, ou tão longo quanto o curto prazo de validade de seu corpo. Não havia espaço para continuar com uma vida de frustrações e tristezas. Descobria enfim, que a sua vida era o resultado de seus atos. E que a sua vontade e suas decisões eram a bússola que o guiavam pelo caminho que trilhava e o levariam a uma chegada. Se seria feliz, ou se tentaria ser feliz, dependia mais de si mesmo que do ambiente. Agora recuperava enfim as rédeas de sua vida. Não era mais um barco à deriva. Sabia onde queria chegar. E principalmente, como chegar.
A paisagem do topo da montanha nunca mais se apagou de sua memória.






terça-feira, 29 de setembro de 2009

Resenha do Livro Hominescências, Michel Serres

           Muito tempo atrás (cerca de seis anos, para ser preciso) escrevi para o site poppycorn (www.poppycorn.com.br) a resenha de um livro da Editora Bertrand, Hominescências, de Michel Serres.
           Outro dia deparei-me novamente com este texto e a mensagem do livro me pareceu cada vez mais atual. De uma leitura impressionante, unindo a análise da sociedade humana à síntese do futuro da espécie, lembro-me de ter lido o livro ávidamente.
            Seja para quem gosta de ler pura e simplesmente, para aqueles que dão um passo além e imaginam o futuro da humanidade, ou se preocupam com ele, resolvi publicar a mesma resenha aqui, como leitura recomendada.

                                           Hominescências
                                       (Resenha)









 
Hominescências é uma visão da história do homem em relação aos meios em que vive e sua interação com o mundo, sua cultura e sociedade, as forças que impulsionam às mudanças e aos comportamentos, à evolução e à plasticidade deste ser que aprendeu a dominar as espécies e controlar o mundo, criatura emergente e resultante de sua própria dominação no planeta. O caminho deste homem se escreveu e se escreve em sua própria intensidade e desejo de vida pelo conhecimento da morte.
“A expectativa da morte conduz ao ímpeto da vida” diz Serres. Dizendo cientificamente o que Paulo Coelho disse ter vivido experimentalmente em seu livro "O alquimista".
Dotado de vasto saber e imensa cultura, Michel Serres descortina perante nossos olhos uma análise global da situação humana nas várias dimensões da vida e das ciências: existência, espiritualidade, cultura, economia, política, biologia, genética, tecnologias. De forma transparente nos faz refletir sobre a vasta condição humana.
“Estamos no limiar de nossa civilização”. Após reconstruir a seu próprio corpo geneticamente, criando sua própria evolução, através das ciências e das técnicas, após recriar a vida no planeta, manipular a fauna, a flora e toda a paisagem, o homem agora precisa urgentemente reinventar-se com valores éticos e reconstruir todas suas culturas e filosofias. Assim nos faz enxergar Serres em seus insights desconcertantes, revelando sínteses da situação humana atual e passada, desenhando e projetando um futuro de escolhas que hoje recai sobre cada um de nós, ao pensarmos globalmente e agirmos localmente.
A intervenção humana causou a fragilidade das espécies, plantas e animais, hoje organismos geneticamente modificados, ontem seres modificados através de cruzamentos e seleções, que carregamos conosco domesticadas e das quais nos alimentamos, e quanto mais protegemos, mais frágeis se tornam.
A capacidade humana de observação aumentou-se fantasticamente ao incorporarmos aparelhos que imitam capacidades de outros seres vivos, como o radar, sonar, leitura térmica. Nossas faculdades aumentaram. “O saber disseminou-se. Para quê bibliotecas se temos a internet ? A coletividade invadiu o indivíduo. O novo humanismo se faz do poder que adquirimos de acesso ao global. A relação precede a existência”. Estas são máximas de Serres que nos faz grudar os olhos em Hominescências até a última página.
Embora fazendo desfilar diante nós a obscuridade humana refletida em poder e violência, molas mestras na estória e cultura da humanidade, somos invadidos em Hominescências pela reflexão que “TODA GUERRA OCORRE SOBRE A TERRA” e somos alertados de que a decadência evolutiva pretende nos identificar à sociedades de insetos, à morte do indivíduo e à supremacia da coletividade. Ao mesmo tempo, Hominescências nos leva a refletir sobre nossas escolhas e decisões que influenciarão nosso destino e o de nossa civilização.
Das cavernas aos laboratórios. Do homem primitivo à este ser atual, global, virtual e supremo que tomou para si muitos dos atributos divinos. “Escapamos da Lei da Selva, somos hoje exodarwianos!”. Uma nova perspectiva do homem e sua estória, suas ações e consequências, seu já vivido passado e as escolhas para um possível futuro, é parte do que nos espera ao ler Hominescências que traduz: “O homem como espécie só pode nascer do amor.”




Hominescências - O começo de uma outra humanidade
294 págs.
.................................................................
de Michel Serres.
Editora Bertrand Brasil (bertrand@record.com.br)

sábado, 26 de setembro de 2009

Sobre o lançamento de Dimensões BR


Está chegando a hora de um novo lançamento há muito esperado: o livro Dimensões BR, da Andross Editora.

Sinopse: Contos de fantasmas, bruxas, vampiros, curupiras e lobisomens. Mas também de seres mágicos, alienígenas, monstros ainda desconhecidos e muito mais. Uma antologia genérica com liberdade total para apresentar histórias que trazem os mais diferentes elementos fantásticos. Há apenas uma única condição: ter como cenário um lugar livre o suficiente para abrigar os estilos mais variados e os tons mais criativos. Um cenário mágico onde tudo é possível e impossível. Um cenário chamado Brasil.

Neste livro está meu conto O Demônio das Florestas Tropicais, baseado em um personagem do Folclore Nacional.
O livro foi organizado por Helena Gomes, conhecida escritora que publicou entre outros, "A Caverna de Cristal", uma série de livros que tem empolgado seus leitores. O esmero e o capricho de Helena resultaram na seleção de cinquenta e seis contos de autores diversos que estão publicados em Dimensões BR. Recebi, algum tempo atrás, o arquivo eletrônico que foi disponibilizado aos autores para a revisão de seus textos. Com isto, além de efetuar a revisão de meu conto, verifiquei o belo trabalho de seleção. e desde já a parabenizo:
Parabéns Helena, pelo seu grande esforço e sucesso na empreitada de tornar a idéia do livro uma realidade e na seleção dos contos e a imensa simpatia no trato com os escritores.
E também ao Editor da Andross:
Parabéns Edison, pelo seu hercúleo trabalho desenvolvido à frente da editora, proporcionando a publicação de vários títulos nteressantes aos leitores e a participação de novos escritores.
Será também promovido pela Andross Editora no lançamento do livro, no dia 03 de outubro, às 15h, a mesa-redonda O Brasil como Cenário Fantástico, com os escritores Roberto de Sousa Causo e Helena Gomes, e mediação de Silvio Alexandre, mais a presença de Cristiana Gimenes, contadora de histórias e claro, do Editor da Andross, Edson. 
Programação do evento de lançamento
Data: 03 de outubro de 2009, das 15 às 20 horas
Local: Biblioteca Viriato Correa de Literatura Fantástica - R. Sena Madureira, 298, Vl. Mariana, São Paulo, SP - Tel: 11 5573-4017 Mapa
Serviço: Venda do livro DIMENSÕES.BR ao valor promocional de lançamento de R$ 19,00 a unidade. Dinheiro ou cheque. Também estarão disponíveis para venda outros títulos da Andross que possuírem autores que também estejam publicando no livro DIMENSÕES.BR.
 

Sobre robôs e outras criaturas

Escrevi este texto há bastante tempo, logo depois de assistir ao terceiro filme da trilogia Matrix. Como fã de ficção científica, eu esperava muito mais da história. Achei o primeiro filme genial e inovador, mas as continuações fizeram declinar a fantasia e o entusiasmo. Àqueles que discordarem do texto, fica a visão de apenas um fã decepcionado, e o caminho aberto para que também façam o seu relato e nos apresente sua visão do filme, da história e do mundo.
 
 
Matrix: A estória que não soube ser contada

 
Sim, também seguimos o coelho branco e engolimos a pílula da verdade.
Em clima de mistério regado a filosofia, religião e alta tecnologia, fomos transportados para um outro universo de ficção científica que nos fascinou tanto quanto o primeiro filme de Guerra nas Estrelas nos idos da década de 70. Basta conferir as bilheterias.
 
Mas, após tanto mistério e suspense, onde chegamos? Após tanta expectativa, onde nos encontramos?
 
Em breve retrospectiva ao leitor, fã e amante de ficção científica, vale lembrar que o mito da criatura construída pelo homem e que escapa ao seu poder nasceu com Mary Shelley em Frankestein. A partir daí surgiram adaptações como, por exemplo, em “O Médico e o Monstro” , ou as belíssimas estórias de Isaac Asimov sobre robôs, e em especial as sobre robôs-como-ameaça.
O homem sempre desejou recriar a si mesmo. O fato é que os robôs sempre nos fascinaram, e sempre estivemos dispostos a conhecer mais sobre eles e tentar criá-los à nossa imagem e semelhança. E nestas suas estórias, Asimov nos mostra que apesar de suas leis da robótica, a humanidade poderia ser destruída ou prejudicada por tais robôs.
Matrix beira este conceito. Ao final da trilogia descobrimos que estamos diante de uma civilização de máquinas-Frankestein, que se formaram dos primeiros robôs construídos pela humanidade e que se revoltaram contra ela. Tais máquinas supostamente inteligentes, controlam um super-ultra-hiper software que ilude as mentes de toda uma humanidade escravizada física e mentalmente, enquanto suga sua energia. Esta civilização de máquinas-Frankestein além de ter escravizado seu criador, ainda guerreia contra os poucos remanescentes do homem ainda livres, representando talvez, o desejo da criatura no extermínio de todo o livre-arbítrio de seu criador.
No terceiro filme da trilogia, qualquer ente pensante pergunta-se: - Então é isto? O ser humano derrotado pela sua criatura continua sendo usado como pilha pelas máquinas? O que sobra da humanidade é apenas uma horda de revolucionários punks mal orientados? Nada mais resta ao homem que contentar-se à escravidão mental, moral e física de um mundo mecanicista? O homem, escravo de sua mente? De sua criação?
Mas o fã de Ficção Científica, surpreso e indignado, responde: - A anomalia não é o dejá-vu, a pausa e recomeço na matrix para modificar algo, a anomalia são as duas seqüências Matrix Reloaded e Matrix Revolutions. O fim de Matrix é o enterro de uma estória que não soube ser contada. De um universo fascinante e extremamente criativo como Matrix fizeram apenas seqüências de estonteantes efeitos especiais e visuais, sem imaginar um mínimo de estória e roteiro coerentes.
Não se trata apenas de imaginar um roteiro com happy end a la Hollywood, mas sim, um estória minimamente inteligente e tão fascinante como o próprio universo de Matrix.
Agora, na contra-mão da moral da estória, que lamentavelmente informa como a máxima dos Borgs em Jornada nas estrelas: “Resistir é inúti!” , vale lembrar os autores recentes de Física como Fritjof Capra que nos faz abandonar o cartesianismo cego e nos impulsiona a ver o mundo não como uma imensa máquina, mas um mundo em interação dinâmica entre seus vários seres e coisas; a vida, como uma teia de interrelações pessoais e entre organismos vivos. Quando penso no fim de Matrix, ah, que saudade que dá dos ecologistas e biólogos, aqueles seres de alma verdinha, antigos Et´s agora já miscigenados aos terráqueos comuns, antigos profetas de nosso apocalipse planetário.
 
Mas cabe lembrar finalmente, a despeito do ridículo final do filme Matrix,
 
Que a Vida é muito mais que um Sonho;
Que a humanidade é muito mais que uma coleção de mamíferos Homo Sapiens;
Que o mundo é muito mais vasto e fascinante que uma régua de cálculo.


domingo, 20 de setembro de 2009

Bienal do Livro Rio 2009

Eu estive lá...


No sábado, 19.09, das 14:00 às 17:00hs, aproveitando o lançamento do livro Invasão, pela Giz Editorial, uma antologia de contos de vários autores onde participo com meu conto A Sonda de Pandora. O livro pode ser adquirido diretamente no site da Giz (www.gizeditorial.com.br)




O Rio Centro estava lotado, mesmo com a cobrança de ingresso a R$ 12,00; somente tive tempo de percorrer o setor laranja (lá os setores eram reconhecidos por cor), onde por sorte se concentrou os amigos autores que revi em vários stands de diferentes editoras.

A maior parte do tempo estive no Stand da Giz Editorial, onde tive muito prazer em conhecer pessoalmente o Editor Ednei Procópio, e colegas escritores diversos, entre eles, Miguel Carqueija, , Giulia Moon, Martha Argel e Gerson J. V. couto. Conheci alguns dos outros co-autores de Invasão que estiveram presente ao evento: Estevan Lutz, Mariana Albuquerque, Anderson dos Santos Costa, Melanie Evarino Leite. Também revi alguns amigos de outras datas, também escritores: José araújo, André Esteves e Frodo Oliveira.

Uma grande emoção foi receber o crachá de autor, com entrada franca para a Bienal.


Senti ter finalmente sacramentado o início de minha carreira de escritor...

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

http://www.directorioport.com/categoria/arte+y+cultura

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Release do livro Invasão, lançamento dia 19.09, na Bienal do Rio







Press-Release
INVASÃO
Uma das tradições mais antigas da ficção científica, as histórias de invasão alienígena começaram com A Guerra dos Mundos (1898),
de H. G. Wells, um dos pais do gênero.
O volume de Invasão é uma tentativa de fazer esse subgênero criar raízes no terreno da FC brasileira. É a primeira antologia temática de histórias de invasão produzida no Brasil, e nela sentimos a predileção pela tomada do corpo humano como metáfora da invasão alienígena, tornando minoritário o clichê da mobilização de armadas espaciais. No mesmo sentido, o foco tende ao particular e pessoal, e não ao panorâmico e impessoal das grandes batalhas.
O industrioso Ademir Pascale fez um bom trabalho, ao reunir um número de autores jovens, que trazem dinamismo e energia às suas narrativas. Danny Marks narra o conflito humano contra alienígenas tão diferentes de nós, que  não podem ser compreendidos. Waldick Garrett narra um estranho apocalipse, pano de fundo para o drama particular de um homem que já perdeu tudo. Alienígenas alados invadem a Terra no conto de Mario Carneiro Jr., e com eles uma estranha contaminação invade os corpos humanos. Ricardo Delfin contribui com uma narrativa curta, telegráfica e de imagens livres. Ronaldo Costa brinca com o amigo imaginário de um menino, que esconde um assunto muito concreto.
Miguel Carqueija & Melanie Evarino Leite, ele um veterano autor de muitos contos, exploram um contexto ufológico e humorístico, enquanto Daniel Pedrosa observa a chegada, no futuro, de exploradores que trazem com eles uma terrível surpresa. Christian David combina o tema da antologia com o esporte nacional do Brasil. Duda Falcão imagina o mais estranho invasor infiltrado entre nós, solto nas ruas com o rosto de um famoso pintor. No conto de Jocir Prandi, somos nós os infiltrados na nave-mãe dos invasores alienígenas, onde um cientista traidor prepara a arma definitiva.
Estevan Lutz se pergunta se os seres humanos seriam capazes de criar os invasores de si mesmos, enquanto que, para Mariana Albuquerque, são os produtos da nossa imaginação que podem ser os invasores. No extremo oposto, Angela Ceschin Oiticica escreve uma FC hard, história sobre poderes mentais usados como armas contra os alienígenas que nos enfrentam numa guerra espacial. Em outra prova da variedade de enfoques, Eduardo Lesnok mostra uma cidade interiorana transformada pela chegada de um disco voador, em um conto lírico.
Em oposição, Edmar Souza Júnior apresenta um movimentado conto em que a invasão da Terra acontece num contexto galáctico. Também movimentado, o conto de Vinícius Vieira deixa uma porta aberta para a possível loucura do herói, enquanto Wilson Silva aponta, no seu, mais invasores infiltrados. No conto de Daniele Helena Bonfim, crianças do futuro anunciam a invasão alienígena, enquanto o herói do conto de Nenezio descobre sozinho a terrível intenção dos invasores.
Rômulo Mafra narra sua história sob a forma de relatórios de um explorador humano em outro planeta, e Ronaldo Luiz Souza descreve como um único objeto trazido do espaço altera a genética humana — o domínio do futuro da espécie. Anderson dos Santos Costa é mais filosófico, e no seu conto o conflito nasce do desejo dos alienígenas de nos salvar de nós mesmos.
Enfim, Rober Pinheiro, para quem a invasão virá com três terríveis cometas e o seu conteúdo secreto, fecha o desfile de narrativas desta inédita antologia temática.
Roberto de Sousa Causo
autor dos romances "A Corrida do Rinoceronte" e "Anjo de Dor".
Sinopse do livro INVASÃO
"Alienígenas, monstros, naves espaciais, gárgulas, robôs, escravistas e viajantes do futuro. O que aconteceria se a Terra fosse invadida por seres hostis? Como você agiria? Isso e um pouco mais é o que o leitor encontrará no livro Invasão, uma obra escrita por alguns dos melhores autores da ficção científica nacional. Mas atenção, antes de fechar estas páginas, um aviso: esteja preparado, reflita, pois um dia isso poderá tornar-se  realidade..."
            
Ademir Pascale
Escritor e Organizador Cultural
Autores presentes na obra INVASÃO


Ronaldo Luiz Souza
Anderson dos Santos Costa
Angela NadjaBerg Ceschim Oiticica
Christian David
Daniel Pedrosa
Daniele Helena Bonfim
Danny Marks
Duda Falcão
Edmar Souza Júnior
Eduardo Lesnok
Estevan Lutz
Jocir Prandi
Mariana Albuquerque
Mario Carneiro Jr.
Melanie Evarino Leite
Miguel Carqueija
Nenezio
Ricardo Delfin
Rober Pinheiro
Rômulo Mafra
Ronaldo Costa
Vinicius Vieira
Waldick Garrett
Wilson Silva



SERVIÇO


Contato  com a Imprensa:
Ademir Pascale
ademir@cranik.com
Contato  com a Editora:
Simone Mateus
giz@gizeditorial.com.br
(11) 3333-3059
Pedidos do Livro:
[11] 3170-4033
Distribuição do Livro:
ZAMBONIBOOKS • SP
[11] 6233-2333

Dados Completos da Obra:
Título: INVASÃO
Org: Ademir Pascale
Editora: Giz Editorial
Número de páginas: 120
ISBN: 978-85-7855-056-1
Editora: Giz Editorial
Assunto: Ficção científica
Número da edição: 1º edição
Formato: 14 x 21
Preço: R$ 29,00

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Lançamento de Dimensões.BR

Em outubro acontece mais um lançamento há muito esperado: a antologia de contos fantásticos de autores brasileiros
Dimensões.BR - Contos fantásticos no Brasil
onde se encontra meu conto: O Demônio das Florestas Tropicais - um interessante e curioso conto sobre um dos personagens do folclore brasileiro.

Organização: Helena Gomes


Sinopse: Contos de fantasmas, bruxas, vampiros, curupiras e lobisomens. Mas também de seres mágicos, alienígenas, monstros ainda desconhecidos e muito mais. Uma antologia genérica com liberdade total para apresentar histórias que trazem os mais diferentes elementos fantásticos. Há apenas uma única condição: ter como cenário um lugar livre o suficiente para abrigar os estilos mais variados e os tons mais criativos. Um cenário mágico onde tudo é possível e impossível. Um cenário chamado Brasil.

Capa inteira: Clique aqui para baixar
Release: Clique aqui para baixar




Programação do evento de lançamento
Data: 03 de outubro de 2009, das 15 às 20 horas
Local: Biblioteca Viriato Correa de Literatura Fantástica - R. Sena Madureira, 298, Vl. Mariana, São Paulo, SP - Tel: 11 5573-4017 Mapa
Serviço: Venda do livro DIMENSÕES.BR ao valor promocional de lançamento de R$ 19,00 a unidade. Dinheiro ou cheque. Também estarão disponíveis para venda outros títulos da Andross que possuírem autores que também estejam publicando no livro DIMENSÕES.BR.
 
15h00min : MESA- REDONDA "O BRASIL COMO CENÁRIO FANTÁSTICO"
Mediação:
Integrantes:
Helena Gomes

Sinopse: Seres mágicos, alienígenas, naves espaciais, viagens no tempo, mundos paralelos... É possível escrever histórias fantásticas em um cenário tropical? Será o Brasil uma boa ambientação para tramas com fantasmas, bruxas, vampiros e lobisomens? Em um bate-papo descontraído, os escritores Roberto Causo e Helena Gomes responderão essa questão a Silvio Alexandre.




16h00min : LEITURA DRAMÁTICA DE CONTOS DO LIVRO DIMENSÕES.BR
Intérprete:
Sinopse: Cinco contos publicados no livro Dimensões.BR serão interpretados no palco por Cristiana Gimenes.



17h00min : LANÇAMENTO DO LIVRO DIAS CONTADOS
Sinopse: Em coquetel promovido pela Andross Editora, os autores do livro DIAS CONTADOS se disponibilizarão para dedicatórias aos convidados. 



Mesa-redonda sobre literatura fantástica marca lançamento do livro Dimensões.BR
A Andross Editora promove, no dia 03 de outubro, às 15h, a mesa-redonda O Brasil como Cenário Fantástico, com os escritores Roberto de Sousa Causo e Helena Gomes, e mediação de Silvio Alexandre.
O evento, que será realizado na Biblioteca Temática de Literatura Fantástica Viriato Corrêa, é gratuito e marca o lançamento da antologia Dimensões.BR - Contos de Literatura Fantástica no Brasil, que reúne 56 contos de autores novos e veteranos.
A programação segue, às 16h, com a leitura dramática de cinco contos da coletânea, com a intérprete Cristiana Gimenes. Às 17h, está prevista a sessão de autógrafos com os autores.
“Na concepção do livro, nossa idéia era apresentar histórias com diferentes elementos fantásticos, mas que acontecessem exclusivamente em território brasileiro”, explica o editor da Andross, Edson Rossatto.
A organização de Dimensões.BR foi feita pela escritora Helena Gomes, que analisou pouco mais de 260 contos durante sete meses para chegar aos 56 selecionados. Há escritores de vários estados brasileiros. A antologia traz ainda a participação especial do autor de thrillers nacionais, Luis Eduardo Matta, e da premiada escritora Rosana Rios, com vinte anos de carreira e mais de cem livros publicados.
A Biblioteca Temática de Literatura Fantástica Viriato Corrêa fica na Rua Sena Madureira, 298, Vila Mariana, em São Paulo.
Sobre os debatedores
Silvio Alexandre é idealizador e organizador do Fantasticon — Simpósio de Literatura Fantástica. É também um dos curadores do prêmio HQMIX, além de atuar como editor de livros.
Roberto de Sousa Causo é escritor e pesquisador de ficção científica. Desde muito jovem vem colaborando com fanzines e revistas nacionais e estrangeiras de ficção científica e fantasia, tendo seus trabalhos publicados na Argentina, Brasil, Canadá, China, Finlândia, França, Grécia, Portugal, República Checa e Rússia. É correspondente brasileiro da publicação norte-americana Locus e mantém uma coluna no site Terra Magazine. Entre seus livros estão A Dança das Sombras (Editora Caminho), Terra Verde (Editora Cone Sul), A Sombra dos Homens e A Corrida do Rinoceronte (Devir). Autor do estudo Ficção Científica, Fantasia e Horror no Brasil: 1875 a 1950 (UFMG).
Cristiana Gimenes é contadora de histórias e faz parte da Cia Em Cena Ser. Recentemente compôs o espetáculo Contação de Histórias de Terror de Edgar Allan Poe (O Sepultamento Prematuro e O Poço e o Pêndulo)
Edson Rossatto é editor, escritor e roteirista de HQ. Publicou os livros Mansão Klaus e outras histórias e Curta-metragem, e a HQ História do Brasil em Quadrinhos, da editora Europa, além organizar várias antologias literárias.
Helena Gomes é jornalista, professora universitária e autora dos livros de ficção Assassinato na Biblioteca (Rocco, 2008), Lobo Alpha (Rocco, 2006), Código Criatura (Rocco, 2009), O Arqueiro e a Feiticeira (Devir, 2003, Idea, 2009), Aliança dos Povos (Idea, 2007), Despertar do Dragão (Idea, 2008) e do infantil Nanquim (Paulinas, 2008). Publica contos em antologias e revistas especializadas.
Sobre a Andross Editora
Com cinco anos de mercado e 38 títulos publicados, a Andross Editora nasceu no campus da Universidade Cruzeiro do Sul, em São Paulo, para abrir espaço no mercado aos alunos que não tinham condições de publicar seus primeiros textos. Iniciou as atividades com obras acadêmicas, mas cresceu e se manteve no mercado graças a um modelo de negócio diferenciado: a publicação de antologias. Até hoje, a editora já lançou 22 livros deste tipo.