quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Homenagem à Edgar Allan Poe

Algum tempo atrás recebi um e-mail de Ademir Pascale com a proposta de criar algum conto para uma antologia que seria dedicada ao grande escritor americano Edgar Allan Poe. Confesso que embora já houvesse ouvido falar muito de Poe, pouco conhecia deste autor além da Caricatura feita em revistas e desenhos sobre o seu conto O Corvo. Num primeiro momento resolvi primeiro ler algo mais sobre este autor. E descobri que estava perdendo fantásticas histórias de horror, mistério, e até mesmo romance. Sim, porque Poe embora mais conhecido por seus contos sombrios, também era Poeta e romântico. 



O regulamento da antologia regia que o conto a ser criado por mim deveria ser baseado em um conto de Poe. Baseado, mas não compilado.
Assim, entre inúmeros contos deste autor,escolhi um conto que, embora contenha toda a gama de expressão poética e misteriosa de Poe, também é um conto romântico: Eleonora. Fiquei fascinado com a beleza poética deste conto, e após a leitura, vez ou outra me pegava pensando em passagens da história. Então me decidi a basear o conto que criaria em Eleonora.


Então mergulhei no mundo mágico de Poe e criei meu conto O Vale das Montanhas Azuis. Uma homenagem minha ao grande escritor Edgar Allan Poe, de cuja obra também me tornei grande apreciador.


 Embora eu tenha gostado de escrevê-lo e tenha tentado capturar o máximo da alma de Poe nas leituras de seus textos (Em uma viagem para Maceió, poucos dias depois de ter recebido o e-mail, percebi na banca do Aeroporto do Galeão no Rio de Janeiro um livro de contos de Poe, êta coincidência fatal) fiquei temeroso que o texto não estivesse suficientemente dentro do que fora estipulado pelos organizadores Maurício Montenegro e Ademir Pascale. Preferi explorar o lado poético e romântico, embora não menos amargurado e terrível da personalidade de Poe.

Tive a grata surpresa de receber um e-mail do Maurício informando que ficara entusiasmado com meu conto O Vale das Montanhas Azuis e que o mesmo com certeza estaria no rol dos selecionados para compor esta grande antologia dedicada a Poe.
Agradeço aos amigos Mauricio e Ademir pela atenção e desde já os parabenizo. Com base em seus trabalhos anteriores, pela incessante busca pela qualidade e o aprimoramento com que estão trabalhando, tenho certeza que esta antologia sobre Poe será um livro de sucesso entre os amantes do gênero.


ANTOLOGIA “POE 200 ANOS – CONTOS INSPIRADOS EM EDGAR ALLAN POE”:


Sobre Edgar Allan Poe:
Nasceu em Boston, Estados Unidos, em 19 de janeiro de 1809. Foi poeta, contista e crítico literário. Poe é considerado o pai da literatura policial com histórias como “O Assassinato da Rua Morgue” e “A carta Roubada”, também é considerado precursor da literatura de mistério. Seus contos marcaram profundamente a literatura ocidental. Dentre os diversos
trabalhos do ficcionista americano os mais conhecidos são: O Gato Preto, Os Crimes da Rua Morgue, O Corvo, A Carta Roubada, O Retrato Ovalado, Berenice, A Queda da Casa de Usher e tantos outros.


Organização: Maurício Montenegro e Ademir Pascale
Prefácio: Miguel Carqueija
Editora: All Print

Especificações da obra:

Previsão de Lançamento: Dez/09 ou Jan/2010
Tìtulo: POE - 200 ANOS: Contos Inspirados em Edgar Allan Poe
Organizadores: Maurício Montenegro e Ademir Pascale
Formato fechado: 14x21 cm.
Páginas: 180 (aproximadamente)
Capa impressa colorida (4 cores), papel Supremo 250 gramas, laminada brilho e com orelhas.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Cartão de Apresentação



Muitos amigos e conhecidos me pediam a todo instante, nas mais inusitadas situações, para anotar o endereço de meu blog. Nem sempre era fácil: às vezes faltava papel ou caneta, ou mesmo tempo disponível na correria do dia-a-dia. Para facilitar as coisas, resolvi criar um Cartão de Apresentação. Aí está ele, que será impresso nos próximos dias pela gráfica.

Se você quiser alguns para divulgar, envie-me seu nome e endereço para o e-mail rolusouza@gmail.com que lhe envio sem custo algum.

sábado, 7 de novembro de 2009

Convite Oficial do Lançamento de Solarium II

Abaixo o convite oficial do lançamento do livro de contos de Ficção Científica da Editora Multifoco, Solarium II, em que participo com meu conto A Ascenção de Maya. Dia 14 de Novembro às 18:00hs na Editora Multifoco, Rua Mem de Sá, 126, Lapa, Rio de Janeiro.


segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Por Um Mundo Melhor

Abro uma exceção neste blog para divulgar o livro de meu amigo José Araújo, pessoa de grande personalidade e carisma, que com sua grande sensibilidade e alma de poeta presenteou-nos com sua obra Por Um Mundo Melhor, uma seleção de contos de sua autoria, repletos de emoção e poesia, revelando em cada passagem o nosso lado mais humano, emotivo e solidário. É uma obra para qualquer idade, repleta da sabedoria colhida pelo autor a cada dia de sua vida. E também é um chamado para  despertar nossa atenção para as coisas realmente importantes da vida: O amor, a alegria, a amizade, a esperança, a fé e a generosidade.

Parabéns José Araújo, pelo seu livro e pela imensa sabedoria e sentimentos destilados em cada um de seus contos. Com certeza os leitores enxergarão mais que belas histórias: enxergarão a si mesmos, suas vidas, e o amor ao próximo, na construção Por Um Mundo Melhor.





O livro do autor paulistano José Araújo, com uma seleção de 22 de seus melhores contos foi lançado com enorme sucesso dia 13 de setembro na XIV Bienal do Rio de Janeiro pela Usina de Letras Editora e agora chega finalmente às livrarias.

O teor dos contos de José Araújo é de fundo reflexivo, onde o autor usa como tema as situações e emoções vividas por todos nós em nosso cotidiano e usando a realidade, a ficção e a fantasia, cria histórias e personagens que vivenciam amor, alegria, fé, esperança, perseverança, orgulho, preconceito, arrogancia e presunção, entre tantos outros sentimentos caracteristicos do ser humano e com com isto, ele consegue a façanha de tocar fundo o coração do leitor que se emociona ao ler seus textos, pois segundo o Autor, isto se explica porque quando se trata de sentimentos humanos, de alguma forma, em algum momento de nossas vidas, somos todos iguais.

Sempre finalizando suas histórias com uma mensagem positiva que nos faz refletir profundamente sobre nosso comportamento para com o próximo, para com a natureza e para com a vida propriamente dita, José Araújo ganha a cada dia leitores de todas as idades, em todos os cantos do páis.

Após o sucesso de vendas ao público Carioca e aos visitantes na XIV Bienal do Rio de Janeiro, o tão esperado livro de José Araújo chega ao mercado e já pode ser adquirido nas LIVRARIAS CULTURA E SARAIVA, podendo também ser adquirido pela INTERNET nos sites das livrarias, para entrega em todo território nacional.

domingo, 1 de novembro de 2009

Convite Oficial do Lançamento de Metamorfose


sábado, 31 de outubro de 2009

Solarium 2

Enfim divulgada a tão esperada capa do livro Solarium 2, o segundo volume da coleção Solarium sobre o tema de ficção Científica. São livros imperdíveis para quem curte Ficção Científica. Achei belíssima. Parabéns ao artista da capa. Abaixo o convite Oficial, a Capa completa e o detalhe da capa da frente. Clique na imagem para ver melhor.







segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Vídeo de Lançamento de solarium 2 - Contos de Ficção Científica

Recebi o primeiro vídeo de divulgação do lançamento de Solarium 2, antologia de contos de ficção científica com lançamento em novembro pela Editora Multifoco. O Vídeo foi feito com as ilustrações que compõe o livro, criadas pelo excelente ilustrador James Fernandes. Parabéns meu amigo. O vídeo é eletrizante após os 56 segundos iniciais que não preparam o expectador para o que vem em seguida...

http://www.youtube.com/user/UniversoCaos#p/a

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Matéria na Revista UFO sobre o livro INVASÃO

Foi com imenso prazer que recebi um e-mail do Ademir Pascale informando que havia saído uma matéria sobre a Antologia Invasão, da qual participei com meu conto A Sonda de Pandora, na REVISTA UFO 159, feita pelo colunista Renato Azevedo na Coluna Giro Literário. Procurei a revista nas bancas por uma semana até encontrá-la e ter o prazer de folhear a publicacão. Abaixo, a disponibilizo na íntegra, scaneado da revista.
Clique na imagem para ampliar e ter uma melhor leitura.
Valeu Renato, obrigado pela resenha.


segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Antologia METAMORFOSE A FÚRIA DOS LOBISOMENS






 


 

A mais nova antologia em que estarei publicando, ainda sem data oficial de lançamento: Contos sobre o lobisomem. Lembra daquelas histórias que ouvia quando era criança que lhe faziam arrepiar os pêlos do corpo? Pois é, peneirei a essência delas e , criei um conto interessante, divertido e atual sobre o lobisomem, intitulado Zé Cão, o zelador do canil. Este conto será publicado ao lado de outros contos dos talentosos escritores que compõe esta antologia
Metamorfose - A fúria dos lobisomens. Veja abaixo um breve comentário sobre o livro:


Por que há tantos relatos dos homens lobos em épocas e lugares diferentes? Lobisomem da Península Ibérica e da América Central e do Sul, Volkodlák dos eslavos, Loup-garou dos franceses, Versipélio dos romanos, Werwolf dos saxões, Hamtammr dos nórdicos, Óboroten dos russos, Wahrwolf dos germanos ou Licantropo dos gregos, tanto faz, eles estão conosco desde a maldição de Licaão, rei da Arcádia amaldiçoado por Zeus por oferecer como oferenda a carne de um homem chamado Árcade, à partir de então transformava-se em lobo sempre que a raiva lhe tomava a alma.


UM POUCO DE HISTÓRIA:
Publius Ovidius Naso (43 a.C - 17 d.C) escreveu a obra Metamorphoses, do qual cita as transformações de homens em animais, incluindo o rei Licaão em lobo, uma das primeiras, senão a primeira citação de um homem que se transforma em lobo. A obra influenciou William Shakespeare, John Milton, Dante Alighieri, Benjamin Britten, Cruz e Silva e tantos outros ao longo de dois milênios.


Criação e Organização: Ademir Pascale (Invasão, Giz Editorial, Draculea: O Livro Secreto dos Vampiros e Cinema – Despertando seu olhar crítico, Editora Alyá).
Autores Convidados: Marco Bourguignon (Editor da Scarium) e
Adriano Siqueira.
Prefácio: J.Modesto (Trevas, Amor Vampiro e Anhangá: A Fúria do Demônio, Giz Editorial).


Editora: All Print

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Uma Escalada Interior



Uma escalada interior
Marcos caminhava ofegante pela encosta da montanha. Já acompanhava a trilha por quase três horas. Fizera apenas duas pequenas pausas para observar a abertura de duas grutas à beira do caminho,



mas não se aventurara por elas: não trouxera material adequado; além disso sabia que normas de segurança diziam que nunca se deve explorar sozinho o interior de uma caverna.
O suor escorria-lhe pelo corpo, mas a satisfação era infinita. Naquele momento sentia o tempo como um aliado, um leve marejar, companheiro do prazer da aventura; muito diferente do inimigo implacável que o desafiava no dia-a-dia a cumprir horários rígidos, tornando-o um autômato a ir de um lado para outro, cumprindo mil tarefas diferentes em prazos esmagadores.



Não, ali o tempo era íntimo e amigo. Tudo o que precisava fazer era aquilo que quisesse e apenas queria continuar caminhando pela trilha e chegar ao topo da montanha. Com direito a também parar, sentar no chão, pular e rir de si mesmo. Ali, estava totalmente só, e era dono destes seus afortunados momentos.



E o que mais o impressionou fora o vazio, o silêncio e a paz infinita. Era tanta harmonia que podia chegar facilmente às lágrimas. Não de tristeza, mas de uma alegria inexplicável, de estar em contato consigo mesmo e em harmonia com a natureza. O silêncio era absoluto. O único som que podia ouvir era o som do vento acariciando seu rosto.
A cada respiração sentia a energia da montanha preenchendo seu corpo. Longe de ficar cansado com a puxada caminhada, sentia-se mais vibrante e cheio de vida, como se tivesse voltado a ser um menino. Tinha vontade de caminhar mais rápido, fazer a energia de seu corpo circular e vibrar em uma velocidade cada vez maior. Caminhou mais rápido, deu galopes e correu, voltando ao ritmo da caminhada depois. Podia tudo. Sentiu-se dono de si mesmo novamente.




Não passara por nenhuma tragédia recentemente. Sua vida continuava como antes: era casado, ainda não possuía filhos. Seu tempo era dedicado em sua maior parte ao trabalho desgastante que simplesmente não o satisfazia. Sentia que em breve teria de tomar uma decisão radical quanto a isto. Precisava descobrir uma atividade mais prazeirosa e lucrativa. Mas naquele omento, nada disso o importava. Bastava o momento presente. Porque o cotidiano e a rotina lhe roubavam seu bem mais precioso: o tempo de sua vida. Sentia-se vegetando, sendo lentamente moído pelas engrenagens do tempo e das obrigações sociais.



A melhor decisão que tivera em anos fora à de subir a serra até aquela pequena vila e escalar aquela imensa montanha. Chegaria a quase 2.000 metros de altura no topo. Por sorte, a trilha era larga, sem perigos. Não havia pontos de escalada. Ao lado da trilha, gramíneas, arbustos ressequidos e diminutas flores faziam parte da paisagem. Vez ou outra, uma ave de rapina, à procura de caça, cruzava o céu e ele imaginava que ela era livre, voando pelos céus, sem limites conhecidos, apenas o de caçar para aplacar sua fome.

Após quatro horas e trinta minutos de caminhada chegara finalmente ao topo. E lá no alto a superfície da montanha era semiplana. Daria alguns poucos campos de futebol em comprimento. Mas dali podia enxergar por dezenas de quilômetros ao redor, a perder de vista. Ele chegou, levantou as mãos para o céu e deixou-se cair de joelhos.



Fez uma oração interior. Há anos esquecera-se de como era se sentir tão vivo, de estar no mundo fazendo parte da natureza e não lutando contra ela. Não conseguiu deter uma ou outra lágrima da qual nem ao menos percebeu que derramava, tamanha emoção que lhe invadira a alma. A paisagem ilimitada a toda sua volta lhe parecia gritar que todos os caminhos estavam abertos, que nada o prendia a não ser a sua própria vontade, que fosse o que fosse que decidisse fazer de sua vida, seria bem-vindo e aceito pela natureza, pelo mundo e por Deus.
O seu caminho não estava traçado e engessado. Estava ali, vibrante em mil direções e cores diferentes que lhe sorriam e diziam para simplesmente ser feliz por onde quer que andasse, pois o seu tempo era apenas o tempo de uma vida.



O curto espaço de uma vida humana e que mesmo dentro deste espaço ele ainda podia ser tão breve quanto um suspiro, ou tão longo quanto o curto prazo de validade de seu corpo. Não havia espaço para continuar com uma vida de frustrações e tristezas. Descobria enfim, que a sua vida era o resultado de seus atos. E que a sua vontade e suas decisões eram a bússola que o guiavam pelo caminho que trilhava e o levariam a uma chegada. Se seria feliz, ou se tentaria ser feliz, dependia mais de si mesmo que do ambiente. Agora recuperava enfim as rédeas de sua vida. Não era mais um barco à deriva. Sabia onde queria chegar. E principalmente, como chegar.
A paisagem do topo da montanha nunca mais se apagou de sua memória.