Conheça o Livro Raízes e Asas

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domingo, 7 de dezembro de 2008

Quando Sair na Chuva

by Ronaldo Souza

Quando sair na chuva... não se importe em se molhar

Porque é sempre assim... não importa o que façamos, estamos sempre sujeitos a levarmos alguns respingos. Faz parte da vida.

Não querendo se molhar, nem ouse sair de casa.

Se não quer sentir a possibilidade de derrota, nem mesmo sonhe com a vitória. Se deseja segurança, não se exponha. Ainda assim, corre riscos, inclusive o de não viver... Afinal, estar vivo é estar exposto a riscos e possibilidades.

Não há escapatória. Se você está vivo, logo interage.

A despeito de sua vontade, pessoas podem amá-lo ou odiá-lo... não importa. Importa sim, a sua reação, a capacidade de lidar com situações estressantes sem se afundar no lodo do rio ou se deixar arrastar pela correnteza. Ao contrário, é necessário flutuar por cima das ondas, em uma leve tranqüilidade, relaxando com o fluir dos ventos, a cada instante.

O trânsito sempre pode se complicar em apenas um segundo, quando tudo parecia normal e tranqüilo; a saúde, provocar sustos; as finanças, piruetas; os desafios e dificuldades, medo e impotência. No entanto, é preciso manter a calma, a tranqüilidade e a fé.

Não se pode ter medo de se molhar na chuva, de se queimar ao sol, de sofrer no amor, de chorar na tristeza, de fracassar na vida ou de não ser capaz, pois não se pode ter medo de viver...

São as surpresas e os desafios que trazem sabor à existência.

É no auge da estação da chuva que mais sentimos falta do tempo seco. Também é no auge do inverno que mais sentimos falta do verão, e no verão, quando mais ansiamos pelo clima ameno do outono...

Todo excesso nos provoca um desejo do seu oposto... que o digam os solteiros e solteiras cansados da agitação e da rotatividade de parceiras e que, no fundo, gostariam de sentir a intimidade conquistada com uma só pessoa com quem tivessem afinidade... também o seu oposto é verdade... qual pessoa casada que embora feliz no casamento não gostaria de vez ou outra, voltar a cortejar ou ser cortejado por uma estranha? Somos criaturas ambíguas: a ausência nos causa o desejo, mas na presença tendemos ao fastio... é preciso aprender a valorizar a presença e a suportar a ausência... tudo tem o seu tempo, e em cada um deles devemos colher seus frutos...

Ontem eu era uma criança, um adolescente, um jovem. Hoje sou um homem. E descobri ao caminhar pela vida um chavão que senti na pele: o de que somos todos iguais. Aprendi que apenas nos encontramos em momentos e situações diferentes, por isto nossas visões distorcidas do mundo nos provocam opiniões diferentes. Mas mostramos nossa inteligência e capacidade de interagir quando aprendemos a ouvir a opinião do outro e a enxergar a visão que a provocou. Caminhando, constatei: criança, jovem ou velho, ricos ou pobres, coloridos ou sem cor, nascidos no Leste ou Oeste, somos muito mais que qualquer rótulo: somos humanos!

Repetimos os passos já dados por nossos ancestrais, sempre querendo algo de novo, e descobrindo que este algo novo, na verdade, é bem mais velho que imaginamos.

Se me cabe partilhar um segredo, do tempo que por mim passou, aqui está ele: caminhe, e não se preocupe mais com os respingos da chuva, ou o pó da estrada. A despeito das incertezas, também há flores e cascatas pelo caminho. E se houver alguma pedra no caminho, apenas desvie. Também pode haver tesouros a serem encontrados. É preciso caminhar. É preciso viver.

Cada estação produz frutos diferentes, e cada fruto tem o seu sabor. Escolher entre eles é nossa mais simples tarefa. Mas querer viver apenas de um deles é nosso erro mais clássico, como também o é escolher sempre aqueles inalcançáveis. Simplifique. Sua satisfação agradece.

Quando Nossos Olhos Contemplam Nosso Amor

(do livro Diário de um Romance by Ronaldo Luiz Souza).
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Gosto de quando teus olhos brilham
Olhando-me
E tuas mãos ficam inquietas
Acariciando meu corpo
Quando te doas generosa e cálidamente
Quando tua respiração relaxa e te tornas toda carinho e meiguice
Quando teu sorriso me sorri com a alegria de estar ao meu lado
E tu me amas te amando
Quando todo teu corpo diz “Te Quero” em palavras ocultas
E teus olhos revelam a beleza de tua alma
Quando tu és tua própria essência
É quando mais te amo é quando tu mais me amas
É quando o amor mais nos ama

No Exílio do Amor

(do livro Diário de um Romance by Ronaldo Luiz Souza)

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Estar apartado de ti
é ter arrancado de meu ser
minha parte mais preciosa, a mais amada
Longe vivo em uma ilha onde o oceano se faz
Em pensamentos flamejantes que relembram nossas memórias,
palavras, estória, sentimentos, nossos sorrisos e nossas lágrimas.

Estar longe de ti
é olhar o horizonte e nada ver,
estar mas não permanecer,
viver e nada sentir
senão a anestesia de um mundo
onde não há cor e nem vida
em suas planícies áridas e frias

Estar distante de ti
é viver a agonia da escuridão formada
sem a luz da tua alma e o brilho de teus olhos
sem o sorriso de teus lábios e o amor de teu coração

Estar separado de ti
é viver com olhos úmidos, o coração enjaulado,
os risos e as alegrias retidas em um mundo
que já parece não mais me pertencer.

Estar fora de ti
é sempre desejar reviver
as nossas manhãs de céu azul e noites de luar,
o enlace de nossas emoções e sentimentos
Porque Longe Apartado Separado e Fora de ti
é sempre
Desejar ardentemente
Querer profundamente
Sonhar intensamente
Viver ansiosamente
Almejar novamente

Estar junto a ti
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domingo, 30 de novembro de 2008

Release de Réquiem Para o Natal

Nesta antologia se encontra meu conto: A Árvore dos Malditos.

RÉQUIEM PARA O NATAL MOSTRA O LADO SOMBRIO DAS FESTAS DE FIM DE ANO

Novo livro da Andross Editora reúne 46 autores de vários estados brasileiros e tem lançamento dia 07/12/2008.

As mensagens de Natal costumam ser carregadas de mensagens de amor, comunhão, partilha. A decoração das ruas e vitrines, com seus “papais noéis” sorridentes e figuras angelicais reforçam esta imagem. Para muita gente, porém, a lista de compras, o trânsito caótico e a família reunida em torno da ceia são um verdadeiro terror.

Foi pensando nisso que a Andross Editora lançou um desafio a um grupo de novos talentos das letras e fez em sua mais nova antologia, Réquiem para o Natal - Contos sobrenaturais, de terror e de suspense com temática natalina (224 páginas, R$ 29,00). O livro reúne 44 contos escritos por 46 autores em início de carreira com organização de Edson Rossatto, editor da Andross.

Esta é mais uma antologia da Andross Editora com textos inéditos de novos autores, que encontram neste formato uma oportunidade de publicar suas histórias. Foram analisadas 280 obras, durante seis meses, até se chegar às 44 selecionadas. Há autores de vários estados brasileiros.

Réquiem para o Natal é a 20ª antologia que a Andross lança em seus quatro anos de mercado. Por este sistema, a editora já publicou mais de 780 autores, de 13 a 68 anos, do ensino médio ao doutorado, amadores e profissionais. Alguns dos que estrearam nas antologias da Andross hoje já têm obras publicadas individualmente por outras editoras.

TRECHO:

A mãe da garota chorava abraçando o marido, não conseguindo mais escutar o que o médico falava. Tudo que queria era sua filha de volta, aquela mesma garotinha de olhos âmbar, sorrindo e brincando com o irmão gêmeo, puxando-lhe a barra da saia e perguntando se ainda faltava muito tempo para os dias de neve e para a noite de Natal.

“Neve Rubra”, de Rúbia Cunha

Sobre a Andross Editora

Com 32 títulos publicados, a Andross Editora nasceu no campus da Universidade Cruzeiro do Sul, em São Paulo, para abrir espaço aos alunos que não tinham condições de publicar seus primeiros textos. Iniciou as atividades com obras acadêmicas, cresceu e se manteve graças a um modelo de negócio diferenciado: a publicação de antologias. Até hoje, a editora já lançou 20 livros deste tipo, e está com inscrições abertas para novos lançamentos em 2009.

LANÇAMENTO

RÉQUIEM PARA O NATAL - CONTOS SOBRENATURAIS, DE TERROR E DE SUSPENSE COM TEMÁTICA NATALINA

Vários autores – Organização: Edson Rossatto

DATA: 7 de dezembro de 2008

LOCAL: Espaço WN - Rua Jorge Augusto, 668 - São Paulo –SP (Próximo ao metrô Vila Matilde)

HORÁRIO: das 17h às 20h

Informações: www.andross.com.br

Mais informações para a imprensa:

ANDROSS EDITORA

Jota Silvestre

Contato pelo telefone: (11) 7613-3468

jotasilvestre@andross.com.br

Novembro 2008

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Clique na figura acima para ler o convite do lançamento do Livro de Contos "Réquiem para o Natal".
Você pode adquirir o livro no site da Editora cultura no link ao lado. Aproveite!

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Um de meus contos será publicado pela Editora Andross no livro abaixo:

RÉQUIEM PARA O NATAL - CONTOS DE TERROR DE NATAL
Org. de Edson Rossatto

SINOPSE: Natal. Época de paz, amor e fraternidade. Mas não para você. Esqueça-se de tudo que seus pais lhe contaram quando criança e prepare-se para conhecer o lado negro do Natal em 53 histórias sobrenaturais, de suspense e de terror. Nada de amor e fraternidade. A única paz que encontrará aqui é a paz eterna. Atreva-se a abrir este presente.
Lançamento do Livro em 07/12/2008
das 17h00min às 20h00min
LOCAL: Espaço WN
Rua Jorge Augusto, 668 - Vila Matilde
São Paulo - SP
Os livros poderão ser adquiridos inicialmente no local do lançamento e no site da Editora Andross: www.andross.com.br, ou pessoalmente comigo (tenho apenas vinte exemplares)

Humanidade


(do livro Fragmentos – As dimensões de uma Vida)

by Ronaldo Souza


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Vidas que nascem, que crescem, que amam

e que choram

Destinos que cruzam, que tocam, que rompem

e que separam

Passos que marcham, que erram, que ferem

e que seguem

Atos que chocam, que despedaçam, que consomem

e que matam

Pensamentos que nascem, que inflamam

e que incendeiam

Palavras que chamam,

Gestos que mostram,

Sentimentos que escondem,

Mentes que clamam,

Corações que lutam

Por um pouco de paz

um pouco de vida

um pouco de si

um pouco de fé

Por um pouco de amor.

Magia


(do livro Diário de um Romance by Ronaldo Luiz Souza)
Brincando por entre nossas vidas...
...Sempre haverá Canções...
...Enquanto nossos corações suspirarem...
...Sempre haverá Magia...
...Enquanto nossas emoções persistirem...
...Sempre haverá Paraísos...
...Enquanto nossos sonhos desejarem...
...Sempre haverá Poesias...
...Enquanto nosso amor existir...
...Sempre haverá sonhos...
...Enquanto nossa vida pulsar...
...Sempre haverá Amor...
...Enquanto formos apenas um...
...Sempre haverá eu-e-você...
...Enquanto nós existirmos...
...Sempre haverá canções...

Amor em Êxtase


(do livro Diário de um Romance by Ronaldo Luiz Souza)
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Abrimos os olhos
E voltamos
Oriundos da terra
Dos sonhos e magia,
Então vislumbramos
Todo o encanto
E felicidade
De pertencermos
Um ao outro
Na mais pura
Intimidade
Vivida em nossos
sorrisos, carinhos
E sentimentos
Assim,
Brincamos por
Entre existências
Consagradas aos
Mistérios do amor
Em nossos desejos
Mais sublimes
E
Nos tornamos
O próprio êxtase
do universo
No júbilo glorioso
Pela dádiva da vida.

O Deserto e a Vida


(do livro Fragmentos – As dimensões de uma Vida)

by Ronaldo Souza


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Um deserto.

Vários grãos de areia.

Amontoados, incomodados, irreconhecíveis.

O vento sopra. A areia cede.

Alguns grãos se quebram. Seus pedaços se separam.

Uma nuvem passa, assim como um sol ilumina

O vento sopra

A areia se espalha e o som se amplia

As dunas movimentam-se. a paisagem se transforma

Existe um oásis, lá em algum lugar

Onde a água, indiferente ao meio, jorra

A tamareira balança suas folhas, pois o vento sopra

Entreabre-se uma flor, um lampejo de esperança

O vento sopra

Acaricia a água que ondula

Uma folha seca cai

O Princípio, O meio, O fim

Alguns grãos se encontram

Alguns pedaços se juntam

Caminhando no espaço

Circulando na brisa

E o vento sopra...

Uma vida.

Vários momentos de um tempo.

Desejados, realizados, incompreensíveis.

O tempo passa. A vida acontece. Alguns momentos se perdem. Seus frutos se amontoam.

Um inverno deprime, assim como uma primavera ilumina

O tempo passa

Os momentos se ampliam e o desejo se espalha

As emoções transformam-se. Os sentimentos imobilizam-se

Existe um paraíso, lá, em algum tempo

Onde o sentimento, indiferente ao meio, emociona

O destino vira suas páginas, pois o tempo passa

Entreabre-se uma esperança, um lampejo de beleza

O tempo passa

Acaricia o espaço que se enruga

Uma chuva fina cai

O Princípio, O meio, O fim

Alguns momentos se identificam

Alguns instantes se integram

Caminhando no passado

Circulando na vida

E o tempo passa...