Conheça o Livro Raízes e Asas

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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Vídeo de Lançamento de solarium 2 - Contos de Ficção Científica

Recebi o primeiro vídeo de divulgação do lançamento de Solarium 2, antologia de contos de ficção científica com lançamento em novembro pela Editora Multifoco. O Vídeo foi feito com as ilustrações que compõe o livro, criadas pelo excelente ilustrador James Fernandes. Parabéns meu amigo. O vídeo é eletrizante após os 56 segundos iniciais que não preparam o expectador para o que vem em seguida...

http://www.youtube.com/user/UniversoCaos#p/a

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Matéria na Revista UFO sobre o livro INVASÃO

Foi com imenso prazer que recebi um e-mail do Ademir Pascale informando que havia saído uma matéria sobre a Antologia Invasão, da qual participei com meu conto A Sonda de Pandora, na REVISTA UFO 159, feita pelo colunista Renato Azevedo na Coluna Giro Literário. Procurei a revista nas bancas por uma semana até encontrá-la e ter o prazer de folhear a publicacão. Abaixo, a disponibilizo na íntegra, scaneado da revista.
Clique na imagem para ampliar e ter uma melhor leitura.
Valeu Renato, obrigado pela resenha.


segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Antologia METAMORFOSE A FÚRIA DOS LOBISOMENS






 


 

A mais nova antologia em que estarei publicando, ainda sem data oficial de lançamento: Contos sobre o lobisomem. Lembra daquelas histórias que ouvia quando era criança que lhe faziam arrepiar os pêlos do corpo? Pois é, peneirei a essência delas e , criei um conto interessante, divertido e atual sobre o lobisomem, intitulado Zé Cão, o zelador do canil. Este conto será publicado ao lado de outros contos dos talentosos escritores que compõe esta antologia
Metamorfose - A fúria dos lobisomens. Veja abaixo um breve comentário sobre o livro:


Por que há tantos relatos dos homens lobos em épocas e lugares diferentes? Lobisomem da Península Ibérica e da América Central e do Sul, Volkodlák dos eslavos, Loup-garou dos franceses, Versipélio dos romanos, Werwolf dos saxões, Hamtammr dos nórdicos, Óboroten dos russos, Wahrwolf dos germanos ou Licantropo dos gregos, tanto faz, eles estão conosco desde a maldição de Licaão, rei da Arcádia amaldiçoado por Zeus por oferecer como oferenda a carne de um homem chamado Árcade, à partir de então transformava-se em lobo sempre que a raiva lhe tomava a alma.


UM POUCO DE HISTÓRIA:
Publius Ovidius Naso (43 a.C - 17 d.C) escreveu a obra Metamorphoses, do qual cita as transformações de homens em animais, incluindo o rei Licaão em lobo, uma das primeiras, senão a primeira citação de um homem que se transforma em lobo. A obra influenciou William Shakespeare, John Milton, Dante Alighieri, Benjamin Britten, Cruz e Silva e tantos outros ao longo de dois milênios.


Criação e Organização: Ademir Pascale (Invasão, Giz Editorial, Draculea: O Livro Secreto dos Vampiros e Cinema – Despertando seu olhar crítico, Editora Alyá).
Autores Convidados: Marco Bourguignon (Editor da Scarium) e
Adriano Siqueira.
Prefácio: J.Modesto (Trevas, Amor Vampiro e Anhangá: A Fúria do Demônio, Giz Editorial).


Editora: All Print

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Uma Escalada Interior



Uma escalada interior
Marcos caminhava ofegante pela encosta da montanha. Já acompanhava a trilha por quase três horas. Fizera apenas duas pequenas pausas para observar a abertura de duas grutas à beira do caminho,



mas não se aventurara por elas: não trouxera material adequado; além disso sabia que normas de segurança diziam que nunca se deve explorar sozinho o interior de uma caverna.
O suor escorria-lhe pelo corpo, mas a satisfação era infinita. Naquele momento sentia o tempo como um aliado, um leve marejar, companheiro do prazer da aventura; muito diferente do inimigo implacável que o desafiava no dia-a-dia a cumprir horários rígidos, tornando-o um autômato a ir de um lado para outro, cumprindo mil tarefas diferentes em prazos esmagadores.



Não, ali o tempo era íntimo e amigo. Tudo o que precisava fazer era aquilo que quisesse e apenas queria continuar caminhando pela trilha e chegar ao topo da montanha. Com direito a também parar, sentar no chão, pular e rir de si mesmo. Ali, estava totalmente só, e era dono destes seus afortunados momentos.



E o que mais o impressionou fora o vazio, o silêncio e a paz infinita. Era tanta harmonia que podia chegar facilmente às lágrimas. Não de tristeza, mas de uma alegria inexplicável, de estar em contato consigo mesmo e em harmonia com a natureza. O silêncio era absoluto. O único som que podia ouvir era o som do vento acariciando seu rosto.
A cada respiração sentia a energia da montanha preenchendo seu corpo. Longe de ficar cansado com a puxada caminhada, sentia-se mais vibrante e cheio de vida, como se tivesse voltado a ser um menino. Tinha vontade de caminhar mais rápido, fazer a energia de seu corpo circular e vibrar em uma velocidade cada vez maior. Caminhou mais rápido, deu galopes e correu, voltando ao ritmo da caminhada depois. Podia tudo. Sentiu-se dono de si mesmo novamente.




Não passara por nenhuma tragédia recentemente. Sua vida continuava como antes: era casado, ainda não possuía filhos. Seu tempo era dedicado em sua maior parte ao trabalho desgastante que simplesmente não o satisfazia. Sentia que em breve teria de tomar uma decisão radical quanto a isto. Precisava descobrir uma atividade mais prazeirosa e lucrativa. Mas naquele omento, nada disso o importava. Bastava o momento presente. Porque o cotidiano e a rotina lhe roubavam seu bem mais precioso: o tempo de sua vida. Sentia-se vegetando, sendo lentamente moído pelas engrenagens do tempo e das obrigações sociais.



A melhor decisão que tivera em anos fora à de subir a serra até aquela pequena vila e escalar aquela imensa montanha. Chegaria a quase 2.000 metros de altura no topo. Por sorte, a trilha era larga, sem perigos. Não havia pontos de escalada. Ao lado da trilha, gramíneas, arbustos ressequidos e diminutas flores faziam parte da paisagem. Vez ou outra, uma ave de rapina, à procura de caça, cruzava o céu e ele imaginava que ela era livre, voando pelos céus, sem limites conhecidos, apenas o de caçar para aplacar sua fome.

Após quatro horas e trinta minutos de caminhada chegara finalmente ao topo. E lá no alto a superfície da montanha era semiplana. Daria alguns poucos campos de futebol em comprimento. Mas dali podia enxergar por dezenas de quilômetros ao redor, a perder de vista. Ele chegou, levantou as mãos para o céu e deixou-se cair de joelhos.



Fez uma oração interior. Há anos esquecera-se de como era se sentir tão vivo, de estar no mundo fazendo parte da natureza e não lutando contra ela. Não conseguiu deter uma ou outra lágrima da qual nem ao menos percebeu que derramava, tamanha emoção que lhe invadira a alma. A paisagem ilimitada a toda sua volta lhe parecia gritar que todos os caminhos estavam abertos, que nada o prendia a não ser a sua própria vontade, que fosse o que fosse que decidisse fazer de sua vida, seria bem-vindo e aceito pela natureza, pelo mundo e por Deus.
O seu caminho não estava traçado e engessado. Estava ali, vibrante em mil direções e cores diferentes que lhe sorriam e diziam para simplesmente ser feliz por onde quer que andasse, pois o seu tempo era apenas o tempo de uma vida.



O curto espaço de uma vida humana e que mesmo dentro deste espaço ele ainda podia ser tão breve quanto um suspiro, ou tão longo quanto o curto prazo de validade de seu corpo. Não havia espaço para continuar com uma vida de frustrações e tristezas. Descobria enfim, que a sua vida era o resultado de seus atos. E que a sua vontade e suas decisões eram a bússola que o guiavam pelo caminho que trilhava e o levariam a uma chegada. Se seria feliz, ou se tentaria ser feliz, dependia mais de si mesmo que do ambiente. Agora recuperava enfim as rédeas de sua vida. Não era mais um barco à deriva. Sabia onde queria chegar. E principalmente, como chegar.
A paisagem do topo da montanha nunca mais se apagou de sua memória.






terça-feira, 29 de setembro de 2009

Resenha do Livro Hominescências, Michel Serres

           Muito tempo atrás (cerca de seis anos, para ser preciso) escrevi para o site poppycorn (www.poppycorn.com.br) a resenha de um livro da Editora Bertrand, Hominescências, de Michel Serres.
           Outro dia deparei-me novamente com este texto e a mensagem do livro me pareceu cada vez mais atual. De uma leitura impressionante, unindo a análise da sociedade humana à síntese do futuro da espécie, lembro-me de ter lido o livro ávidamente.
            Seja para quem gosta de ler pura e simplesmente, para aqueles que dão um passo além e imaginam o futuro da humanidade, ou se preocupam com ele, resolvi publicar a mesma resenha aqui, como leitura recomendada.

                                           Hominescências
                                       (Resenha)









 
Hominescências é uma visão da história do homem em relação aos meios em que vive e sua interação com o mundo, sua cultura e sociedade, as forças que impulsionam às mudanças e aos comportamentos, à evolução e à plasticidade deste ser que aprendeu a dominar as espécies e controlar o mundo, criatura emergente e resultante de sua própria dominação no planeta. O caminho deste homem se escreveu e se escreve em sua própria intensidade e desejo de vida pelo conhecimento da morte.
“A expectativa da morte conduz ao ímpeto da vida” diz Serres. Dizendo cientificamente o que Paulo Coelho disse ter vivido experimentalmente em seu livro "O alquimista".
Dotado de vasto saber e imensa cultura, Michel Serres descortina perante nossos olhos uma análise global da situação humana nas várias dimensões da vida e das ciências: existência, espiritualidade, cultura, economia, política, biologia, genética, tecnologias. De forma transparente nos faz refletir sobre a vasta condição humana.
“Estamos no limiar de nossa civilização”. Após reconstruir a seu próprio corpo geneticamente, criando sua própria evolução, através das ciências e das técnicas, após recriar a vida no planeta, manipular a fauna, a flora e toda a paisagem, o homem agora precisa urgentemente reinventar-se com valores éticos e reconstruir todas suas culturas e filosofias. Assim nos faz enxergar Serres em seus insights desconcertantes, revelando sínteses da situação humana atual e passada, desenhando e projetando um futuro de escolhas que hoje recai sobre cada um de nós, ao pensarmos globalmente e agirmos localmente.
A intervenção humana causou a fragilidade das espécies, plantas e animais, hoje organismos geneticamente modificados, ontem seres modificados através de cruzamentos e seleções, que carregamos conosco domesticadas e das quais nos alimentamos, e quanto mais protegemos, mais frágeis se tornam.
A capacidade humana de observação aumentou-se fantasticamente ao incorporarmos aparelhos que imitam capacidades de outros seres vivos, como o radar, sonar, leitura térmica. Nossas faculdades aumentaram. “O saber disseminou-se. Para quê bibliotecas se temos a internet ? A coletividade invadiu o indivíduo. O novo humanismo se faz do poder que adquirimos de acesso ao global. A relação precede a existência”. Estas são máximas de Serres que nos faz grudar os olhos em Hominescências até a última página.
Embora fazendo desfilar diante nós a obscuridade humana refletida em poder e violência, molas mestras na estória e cultura da humanidade, somos invadidos em Hominescências pela reflexão que “TODA GUERRA OCORRE SOBRE A TERRA” e somos alertados de que a decadência evolutiva pretende nos identificar à sociedades de insetos, à morte do indivíduo e à supremacia da coletividade. Ao mesmo tempo, Hominescências nos leva a refletir sobre nossas escolhas e decisões que influenciarão nosso destino e o de nossa civilização.
Das cavernas aos laboratórios. Do homem primitivo à este ser atual, global, virtual e supremo que tomou para si muitos dos atributos divinos. “Escapamos da Lei da Selva, somos hoje exodarwianos!”. Uma nova perspectiva do homem e sua estória, suas ações e consequências, seu já vivido passado e as escolhas para um possível futuro, é parte do que nos espera ao ler Hominescências que traduz: “O homem como espécie só pode nascer do amor.”




Hominescências - O começo de uma outra humanidade
294 págs.
.................................................................
de Michel Serres.
Editora Bertrand Brasil (bertrand@record.com.br)

sábado, 26 de setembro de 2009

Sobre o lançamento de Dimensões BR


Está chegando a hora de um novo lançamento há muito esperado: o livro Dimensões BR, da Andross Editora.

Sinopse: Contos de fantasmas, bruxas, vampiros, curupiras e lobisomens. Mas também de seres mágicos, alienígenas, monstros ainda desconhecidos e muito mais. Uma antologia genérica com liberdade total para apresentar histórias que trazem os mais diferentes elementos fantásticos. Há apenas uma única condição: ter como cenário um lugar livre o suficiente para abrigar os estilos mais variados e os tons mais criativos. Um cenário mágico onde tudo é possível e impossível. Um cenário chamado Brasil.

Neste livro está meu conto O Demônio das Florestas Tropicais, baseado em um personagem do Folclore Nacional.
O livro foi organizado por Helena Gomes, conhecida escritora que publicou entre outros, "A Caverna de Cristal", uma série de livros que tem empolgado seus leitores. O esmero e o capricho de Helena resultaram na seleção de cinquenta e seis contos de autores diversos que estão publicados em Dimensões BR. Recebi, algum tempo atrás, o arquivo eletrônico que foi disponibilizado aos autores para a revisão de seus textos. Com isto, além de efetuar a revisão de meu conto, verifiquei o belo trabalho de seleção. e desde já a parabenizo:
Parabéns Helena, pelo seu grande esforço e sucesso na empreitada de tornar a idéia do livro uma realidade e na seleção dos contos e a imensa simpatia no trato com os escritores.
E também ao Editor da Andross:
Parabéns Edison, pelo seu hercúleo trabalho desenvolvido à frente da editora, proporcionando a publicação de vários títulos nteressantes aos leitores e a participação de novos escritores.
Será também promovido pela Andross Editora no lançamento do livro, no dia 03 de outubro, às 15h, a mesa-redonda O Brasil como Cenário Fantástico, com os escritores Roberto de Sousa Causo e Helena Gomes, e mediação de Silvio Alexandre, mais a presença de Cristiana Gimenes, contadora de histórias e claro, do Editor da Andross, Edson. 
Programação do evento de lançamento
Data: 03 de outubro de 2009, das 15 às 20 horas
Local: Biblioteca Viriato Correa de Literatura Fantástica - R. Sena Madureira, 298, Vl. Mariana, São Paulo, SP - Tel: 11 5573-4017 Mapa
Serviço: Venda do livro DIMENSÕES.BR ao valor promocional de lançamento de R$ 19,00 a unidade. Dinheiro ou cheque. Também estarão disponíveis para venda outros títulos da Andross que possuírem autores que também estejam publicando no livro DIMENSÕES.BR.
 

Sobre robôs e outras criaturas

Escrevi este texto há bastante tempo, logo depois de assistir ao terceiro filme da trilogia Matrix. Como fã de ficção científica, eu esperava muito mais da história. Achei o primeiro filme genial e inovador, mas as continuações fizeram declinar a fantasia e o entusiasmo. Àqueles que discordarem do texto, fica a visão de apenas um fã decepcionado, e o caminho aberto para que também façam o seu relato e nos apresente sua visão do filme, da história e do mundo.
 
 
Matrix: A estória que não soube ser contada

 
Sim, também seguimos o coelho branco e engolimos a pílula da verdade.
Em clima de mistério regado a filosofia, religião e alta tecnologia, fomos transportados para um outro universo de ficção científica que nos fascinou tanto quanto o primeiro filme de Guerra nas Estrelas nos idos da década de 70. Basta conferir as bilheterias.
 
Mas, após tanto mistério e suspense, onde chegamos? Após tanta expectativa, onde nos encontramos?
 
Em breve retrospectiva ao leitor, fã e amante de ficção científica, vale lembrar que o mito da criatura construída pelo homem e que escapa ao seu poder nasceu com Mary Shelley em Frankestein. A partir daí surgiram adaptações como, por exemplo, em “O Médico e o Monstro” , ou as belíssimas estórias de Isaac Asimov sobre robôs, e em especial as sobre robôs-como-ameaça.
O homem sempre desejou recriar a si mesmo. O fato é que os robôs sempre nos fascinaram, e sempre estivemos dispostos a conhecer mais sobre eles e tentar criá-los à nossa imagem e semelhança. E nestas suas estórias, Asimov nos mostra que apesar de suas leis da robótica, a humanidade poderia ser destruída ou prejudicada por tais robôs.
Matrix beira este conceito. Ao final da trilogia descobrimos que estamos diante de uma civilização de máquinas-Frankestein, que se formaram dos primeiros robôs construídos pela humanidade e que se revoltaram contra ela. Tais máquinas supostamente inteligentes, controlam um super-ultra-hiper software que ilude as mentes de toda uma humanidade escravizada física e mentalmente, enquanto suga sua energia. Esta civilização de máquinas-Frankestein além de ter escravizado seu criador, ainda guerreia contra os poucos remanescentes do homem ainda livres, representando talvez, o desejo da criatura no extermínio de todo o livre-arbítrio de seu criador.
No terceiro filme da trilogia, qualquer ente pensante pergunta-se: - Então é isto? O ser humano derrotado pela sua criatura continua sendo usado como pilha pelas máquinas? O que sobra da humanidade é apenas uma horda de revolucionários punks mal orientados? Nada mais resta ao homem que contentar-se à escravidão mental, moral e física de um mundo mecanicista? O homem, escravo de sua mente? De sua criação?
Mas o fã de Ficção Científica, surpreso e indignado, responde: - A anomalia não é o dejá-vu, a pausa e recomeço na matrix para modificar algo, a anomalia são as duas seqüências Matrix Reloaded e Matrix Revolutions. O fim de Matrix é o enterro de uma estória que não soube ser contada. De um universo fascinante e extremamente criativo como Matrix fizeram apenas seqüências de estonteantes efeitos especiais e visuais, sem imaginar um mínimo de estória e roteiro coerentes.
Não se trata apenas de imaginar um roteiro com happy end a la Hollywood, mas sim, um estória minimamente inteligente e tão fascinante como o próprio universo de Matrix.
Agora, na contra-mão da moral da estória, que lamentavelmente informa como a máxima dos Borgs em Jornada nas estrelas: “Resistir é inúti!” , vale lembrar os autores recentes de Física como Fritjof Capra que nos faz abandonar o cartesianismo cego e nos impulsiona a ver o mundo não como uma imensa máquina, mas um mundo em interação dinâmica entre seus vários seres e coisas; a vida, como uma teia de interrelações pessoais e entre organismos vivos. Quando penso no fim de Matrix, ah, que saudade que dá dos ecologistas e biólogos, aqueles seres de alma verdinha, antigos Et´s agora já miscigenados aos terráqueos comuns, antigos profetas de nosso apocalipse planetário.
 
Mas cabe lembrar finalmente, a despeito do ridículo final do filme Matrix,
 
Que a Vida é muito mais que um Sonho;
Que a humanidade é muito mais que uma coleção de mamíferos Homo Sapiens;
Que o mundo é muito mais vasto e fascinante que uma régua de cálculo.


domingo, 20 de setembro de 2009

Bienal do Livro Rio 2009

Eu estive lá...


No sábado, 19.09, das 14:00 às 17:00hs, aproveitando o lançamento do livro Invasão, pela Giz Editorial, uma antologia de contos de vários autores onde participo com meu conto A Sonda de Pandora. O livro pode ser adquirido diretamente no site da Giz (www.gizeditorial.com.br)




O Rio Centro estava lotado, mesmo com a cobrança de ingresso a R$ 12,00; somente tive tempo de percorrer o setor laranja (lá os setores eram reconhecidos por cor), onde por sorte se concentrou os amigos autores que revi em vários stands de diferentes editoras.

A maior parte do tempo estive no Stand da Giz Editorial, onde tive muito prazer em conhecer pessoalmente o Editor Ednei Procópio, e colegas escritores diversos, entre eles, Miguel Carqueija, , Giulia Moon, Martha Argel e Gerson J. V. couto. Conheci alguns dos outros co-autores de Invasão que estiveram presente ao evento: Estevan Lutz, Mariana Albuquerque, Anderson dos Santos Costa, Melanie Evarino Leite. Também revi alguns amigos de outras datas, também escritores: José araújo, André Esteves e Frodo Oliveira.

Uma grande emoção foi receber o crachá de autor, com entrada franca para a Bienal.


Senti ter finalmente sacramentado o início de minha carreira de escritor...

segunda-feira, 14 de setembro de 2009