Aí está o convite Oficial para o lançamento do Livro em homenagem à Edgar Allan Poe. Uma edição primorosa organizada pelo Ademir Pascale e Maurício Montenegro.
Clique na figura para ver o convite em tamanho maior.
No canto do blog, clicando na figura da capa do livro você terá acesso a todas as informações sobre o mesmo.
Como este livro será lançado no dia 20 de Fevereiro e Paradigmas 4 no dia 11, estarão fora do sorteio anunciado. Mas prometo sortear alguns exemplares entre os seguidores do blog assim que receber aqueles a que tenho direito como co-autor da obra, o que acontecerá algumas semanas após o lançamento.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Visões
Gilberto abriu os olhos.
Tudo parecia igual. Os mesmos móveis no quarto, a mesma decoração. Até mesmo a pouca iluminação e a janela que sempre teimava em mostrar a mesma paisagem da grande e poluída metrópole.
Mas então, porque se sentia assim, tão diferente, distante e alheio a tudo como se fosse um estranho em seu próprio lar, quando ali vivera por anos a fio?
As lembranças estavam frescas em sua memória, e tudo se encaixava como num filme de ontem onde tivesse sido apenas um mero espectador.
Abriu os olhos e se lembrou de Pietra. Seu perfume ainda podia ser sentido na cama.
Gilberto ainda sentia que seu corpo guardava o calor e as lembranças do contato de Pietra.
A dor, se é que era dor, ainda continuava: um vazio inexplicável perante as possibilidades que se abriam.
Lembrou-se da voz macia e entrecortada:
- Tem mesmo certeza de que é isto o que quer?
Ele olhou os olhos dela agora tristes, antes furiosos. Também sentiam o abismo que se abriria dali pra frente. Anos de relacionamento, alguns momentos altos, outros baixos, a rotina estressante, o desinteresse e a acomodação.
- Sim, a perspectiva é tudo que me resta.
Abriu os olhos e viu tudo o que foi: a paixão momentânea, a vida se esvaindo um dia após o outro. Tornara-se uma engrenagem numa maldita máquina que girava sem parar. Nada mais fazia sentido.
Foi quando resolveu procurar ajuda profissional.
Era uma jovem médica. Morena, cabelos lisos e negros, um sorriso intimista e flagelador. Ele mesmo não acreditou, mas ela estava lá e era real.
E de novo, ouviu aquela pergunta:
- Tem mesmo certeza de que é isto o que quer?
- Sim, Dra. Anna. – Gilberto respondeu - Pode iniciar o procedimento.
O procedimento foi algo surreal: dezenas de fios vindos de um computador e ligados a um capacete de borracha macia que vestia seu crânio. E depois a escuridão.
Dormiu por algum tempo.
Acordou.
Abriu os olhos.
E descobriu. A si mesmo.
Assim tudo acontecera.
Abriu os olhos.
- Preciso marcar uma nova consulta – disse pra si mesmo, irritado, ao acordar no quarto ainda escuro, após aquelas alucinações.
Ele fora Gilberto, um professor universitário. Depressivo. Vivera uma triste vida. Cortara os laços com a única mulher a qual amara e lhe correspondera. Fora um perdedor.
Mas agora não mais. Tornou-se músico e cantor. Mudou de cidade. Passou a ganhar a vida participando de uma das melhores orquestras do país. Sua companheira? Janine. Seu nome? César. Agora um homem feliz.
Mas Gilberto ou o fantasma de Gilberto ainda lhe perseguia, e com ele todo o seu maldito peso existencial. Mas isto iria acabar. César já se decidira.
Ainda que tivesse de realizar outro implante de personalidade e qualificações.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Paradigmas 4
Foi com grande entusiasmo que recebi o e-mail do editor e escritor Richard Diegues, da Tarja Editorial, com o convite e data de lançamento do quarto livro de uma das melhores antologias nacionais: A Coleção Paradigmas.
Quando conheci a coleção já haviam sido lançados os volumes I e II, que li avidamente ficando bastante impressionado pela sua imensa qualidade, que passa não só pelos textos mas também pela editoração e capa. Há um grande zelo e capricho em todos os exemplares. A editora está de parabéns.
Nada mais natural, portanto, que eu como escritor, ter passado a pentelhar o Richard, lotando sua caixa postal com contos e mais contos para ter a esperança de que alguns deles passassem pelo processo de seleção da editora e fossem aprovados para figurar nesta coleção. Naquele momento o editor, simpático e amigo, fora incisivo: o processo de seleção é sempre rígido e exige qualidade dos textos.
Assim, já tendo tido o enorme prazer de figurar no volume 3, comemoro minha participação neste volume 4 que, por coincidência, será lançado no mês de meu aniversário.
Nada mais natural, portanto, que eu como escritor, ter passado a pentelhar o Richard, lotando sua caixa postal com contos e mais contos para ter a esperança de que alguns deles passassem pelo processo de seleção da editora e fossem aprovados para figurar nesta coleção. Naquele momento o editor, simpático e amigo, fora incisivo: o processo de seleção é sempre rígido e exige qualidade dos textos.
Assim, já tendo tido o enorme prazer de figurar no volume 3, comemoro minha participação neste volume 4 que, por coincidência, será lançado no mês de meu aniversário.
Boa leitura a todos.
E aproveitem a pré venda pelo site da Tarja pois está com um superdesconto.
Paradigmas – Volume 4
Vivemos em um mundo onde os rótulos definem o que devemos consumir. Um universo de padrões. De predefinições. De paradigmas.
Conhecer o suficiente para gerar a capacidade de ignorar esses modelos é uma obrigação da literatura fantástica moderna. Seja na fantasia, no horror ou na ficção científica, assim como no realismo, o que importa é inovar constantemente. Conhecer as regras e quebrá-las por convicção, jamais por ignorância.
Causar o novo é preciso! Barreiras são erguidas apenas para serem colocadas abaixo. Um paradigma só é tão eterno quanto a capacidade humana de desafiá-lo.
A Coleção Paradigmas é justamente o ângulo que rompe a membrana entre os subgêneros consagrados para fomentar o nascimento do original. Nela são reunidos contos de – e para – uma geração de novos escritores, livres de preceitos e com a mente no futuro.
Veja o quadro maior. Quebre os paradigmas!
Orelhas da Obra:
Existem milhares de formas de se contar uma história, centenas de modos de se estruturar uma narrativa, mas pouco mais de uma dezena de maneiras de tornar uma obra original. Esta é a hora de revisitar, renovar ou rejeitar completamente um paradigma.
A palavra paradigma se origina do grego parádeigma, que em seu sentido literal quer dizer modelo, um padrão a ser seguido. Na literatura seria algo partilhado por diversos autores, como um fluxo de pensamentos que culmina em idéias semelhantes. É um termo complexo que aponta algo simples: os limites de uma idéia, o molde para se manter dentro dessas balizas.
A Coleção Paradigmas surge para apontar esses modelos que deram certo e as fórmulas que podem ser seguidas – ou rompidas. A proposta é apresentar contos incomuns, mesmo que baseados em paradigmas consagrados.
Os volumes podem ser lidos em qualquer ordem, assim como seu conteúdo. Para alcançar tamanha diversidade, foram selecionados 13 contos de autores fantásticos que se empenharam na busca do novo e do insólito sem deixar de lado o conhecimento acumulado, desenvolvido em séculos de literatura.
A arte de capa deste volume apresenta várias molduras, remetendo ao confinamento que o próprio homem impôs à mente criativa e o discernimento comum. Tudo possui um padrão, como indica a espiral áurea. Estética, métrica e simétrica a serviço do bom senso, da unicidade de estilos. Mas mesmo na natureza existe o caos. Na beleza das formas assimétricas e, ainda assim, surpreendentes em sua perfeição. A concepção não deve ser encarcerada.
Veja o quadro maior. Quebre os paradigmas!
Dados Técnicos:
Autoria: Vários Autores – Organização: Richard Diegues
ISBN: 978-85-61541-12-5
Páginas: 120
Formato: 14x21cm
Ano: 2010
Contos e autores:
O Caçador de Deus » Georgette Silen » nasceu em Caçapava, São Paulo. É arte educadora, formada em artes cênicas. Escritora de ficção e fantasia, possui contos publicados nas antologias Dimensões.Br (2009), Marcas na Parede (2009) e Folhas de Espantos (2009). Está organizando a antologia O Grimoire dos Vampiros, além de escrever em diversos sites literários e em jornais regionais.
O Demônio das Florestas Tropicais » Ronaldo Luiz Souza » nasceu em Santos Dumont, Minas Gerais, em 1969. Trabalha na área jurídica. Expõe suas obras no blog Canto de Textos e Palavras. É coautor dos livros Réquiem Para o Natal (2008), Dias Contados (2009), Paradigmas 3 (2009), Solarium (2009), Fiat Voluntas Tua (2009), Assassinos S/A (2009), Invasão (2009) Contos de Outono (2009), Contos Selecionados de Novos Autores Brasileiros (2009) e Enigmas do Amor (2009).
12 Vidas » Leonardo Pezzella Vieira » engenheiro que escrevia poesias. Dono de um forte hábito de leitura, participou de grupos de escritores e trocou as poesias pelos contos e pequenos romances de terror e ficção. Publicou no Jornal da Praça e em diversos sites de contos e crônicas. Participou com um conto no livro Visões de São Paulo – Ensaios Urbanos (2006) e Paradigmas 1 (2009). Seus textos podem ser encontrados em seu blog pessoal, o Monologando.
A Mãe da Montanha das Águias » Ana Lúcia Merege » escreve e conta histórias desde que se entende por gente. Pesquisadora de Mitologia, Literatura Fantástica e História do Livro, trabalha na Biblioteca Nacional. É autora dos livros de fantasia O Jogo do Equilíbrio (2005) e O Caçador (2009) e do ensaio Os Contos de Fadas (que será republicado em 2010). Participou da antologia Imaginários (2009) e publicou artigos e recontos de histórias tradicionais em sites e em revistas como Ciência Hoje das Crianças. Atualmente, dedica-se à série de fantasia medieval O Castelo das Águias e ensaia a retomada de seu blog A Estante Mágica de Ana.
Você Vai Seguir Meu Caminho? » Marcelo Jacinto Ribeiro » técnico em informática sem paciência para ficar trancado em laboratórios, passou sua vida profissional vivendo fortes emoções no comércio e, ao invés de ir até o mundo, fez o mundo vir até ele. Publicou vários minicontos no projeto on-line Letra & Vídeo e no e-zine Black Rocket. Seu primeiro trabalho em mídia física foi o conto Choque de Civilizações, publicado no Paradigmas 3 (2009).
O Evangelho Segundo Eu Mesmo » Roberta Nunes » acredita que a vida é um presente. Daqueles que precisam ser desembrulhados todos os dia. Fez da literatura um vício. Publicou alguns textos em listas de discussões, blogs literários e fanzines. Tem trabalhos publicados no Visões de São Paulo – Ensaios Urbanos (2006) e no Paradigmas 1 (2009). Tenta, com afinco e preguiça, atualizar o blog pessoal Profana? Eu?, onde escreve suas desventuras, experiências etílicas e nerdices em geral.
O Diamante Laranja » Adriana Rodrigues » é uma escritora amadora que faz curso superior em Química nas horas vagas. É participante do Pacto de Monstros (2009) e mantém os blogs de tirinhas Bram & Vlad, onde brinca com os clichês de vampiros e as coisas da vida, e Periódicas, onde a Química ri. Tenta espalhar pelo mundo um pouco de bom humor.
A Tal Aranha-da-Lua » Carlos Abreu » programador de computadores, carioca. Estudou engenharia, matemática, letras, filosofia e cinema. Trabalhou em rádio, escreveu roteiros de cinema e praticamente atuou em todas as áreas da fotografia. Atualmente, dedica-se exclusivamente à literatura, tendo participado de diversas coletâneas de ficção científica e fantasia.
O Jantar » M. D. Amado » é mineiro de Belo Horizonte desde 1969. Mantém o site Estronho e Esquésito, onde abre espaço para novos escritores de literatura fantástica. Participa das antologias: Necrópole – Histórias de Fantasmas (2006), Paradigmas 1 (2009), Draculea (2009), Metamorfose (2009), Poe 200 Anos (2009) e Zumbis (2009). É também autor do e-book Empadas e Mortes.
A Última Prece » Rober Pinheiro » é cearense de nascimento e paulista por força do destino. Publicitário de profissão e projeto de desenhista quando sobra tempo, desde muito cedo desenvolveu um gosto todo especial pela literatura. Aos quinze, começou a rabiscar nas agendas escolares pequenos contos e histórias que anos mais tarde originaram seu primeiro romance, Lordes de Thargor, o Vale de Eldor (2009). Também participou da antologia de ficção científica Invasão (2009) e é autor convidado da seleta de contos No Mundo dos Cavaleiros e Dragões (inédita). Outros textos podem ser conferidos no site Lordes de Thargor.
Barquinhos de Papel e Outros Origamis » Sandro Côdax » nasceu no alvorecer de uma manhã ensolarada de primavera. Sempre foi um aficionado por literatura e já há alguns anos viu-se arrastar por esse mundo de sonhos e fantasias, de glórias e derrotas, onde simples personagens ganham vida, onde simples mortais tornam-se deuses. Estreou no mundo literário com o lançamento do livro O Homem Que Sabia Mentir (2004), que tem agradado ao público com sua temática moderna e forte senso crítico sobre nossa sociedade e seus políticos. Participou das coletâneas Contos Perversos (2006) e Poemas Dispersos (2006). Impossível é conter sua criatividade, que fervilha e não cessa; fora as obras mencionadas, continua a desenvolver contos e romances, entre outros projetos.
Uma Flor a Gambô » Richard Diegues » autor dos livros Tempos de AlgóriA (2010), Sob A Luz do Abajur (2007) e Magia – Tomo I (1997), além de organizador e coautor do livro Visões de São Paulo – Ensaios Urbanos (2006) e coautor dos livros Histórias do Tarô (2008), Necrópole – Histórias de Bruxaria (2008), Necrópole – Histórias de Fantasmas (2006) e Necrópole – Histórias de Vampiros (2005). Participou também da coletâneas O Livro Vermelho dos Vampiros (2009), Portal Fundação (2009) e Imaginários 1 (2009). Trabalha com eventos e palestras na área literária, atuando também como editor pela Tarja Editorial. Paga as contas como programador de computadores, consultor editorial em apoio a novos autores, rastreando hackers e jogando bilhar. É o idealizador do projeto Paradigmas e participou dos três volumes anteriores, além deste.
Biblioteca No Fim Do Mundo » Fábio Fernandes » nasceu no Rio de Janeiro em 1966. Jornalista e tradutor, é responsável pelas traduções de clássicos da ficção científica como Fundação, Neuromancer e Laranja Mecânica. Seus contos foram publicados em Portugal, Romênia, Estados Unidos, Reino Unido e Nova Zelândia. É autor de Interface com o Vampiro (2000), A Construção do Imaginário Cyber (2006), Wild Mood Swings (2008) e Os Dias da Peste (2009). Mora em São Paulo.
Quem ainda não adquiriu os livros anterirores da coleção, um conselho: Comprem já.
Quem ainda não adquiriu os livros anterirores da coleção, um conselho: Comprem já.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Novo Sorteio de Livros no blog Refúgio das Palavras
Anuncio a todos novo sorteio de sete livros entre as antologias em que participei até o momento. Para participar basta estar seguindo o blog. Se você ainda não está seguindo, basta se cadastrar. Quem já segue está automaticamente participando, tendo sido ou não premiado no sorteio anterior. Seguidor já sorteado anteriormente e que não entrou em contato por e-mail até esta data para receber seu livro perdeu seu direito mas participa do próximo sorteio e pode novamente ser contemplado.O sorteio será no domingo, 07 de fevereiro. Fique atento à data, pois se tiver sido sorteado mande logo seus dados de entrega para o e-mail rolusouza@gmail.com e receba sem nenhum custo uma das antologias ainda antes do carnaval. Você poderá aproveitar o feriado para ler um pouco mais.
sábado, 16 de janeiro de 2010
Capa Completa do Livro Poe 200 Anos
POE 200 ANOS - CONTOS INSPIRADOS EM EDGAR ALLAN POE
LANÇAMENTO: 20/02/2010
LOCAL: Bardo Batata - Rua Bela Cintra, 1333 - Jardins - São Paulo/SP
à partir das 18h30quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Feliz 2010
É hora de abandonar qualquer peso, estorvo, dificuldade ou problema. Nem sempre é fácil. Porque nós mesmos muitas vezes nos agarramos aos problemas e no fundo não buscamos sua solução.Mas agora é um bom momento: Um novo ano se inicia, hora de recomeçar. Recomeçar a construir a vida de forma positiva. A buscar soluções para pequenos e grandes problemas. A buscar o caminho da própria felicidade. A fazer de sua vida um exemplo ético e moral para a comunidade. Nunca é tarde para buscar a paz consigo próprio e com o outro.
Que neste ano você esteja disposto a construir seu caminho, a ser feliz independente do clima, a amar mesmo em confronto à indiferença, a ser bom ainda que sob a pressão da maldade, a iluminar a vida do próximo independente das sombras que se projetam assustadoras ao redor.
Tome as rédeas de sua vida. Você é capaz de ser e fazer melhor a todo instante. E não adianta reclamar do destino ou das dificuldades. Porque quando realmente desejamos, nada mais importa. O que importa é nosso objetivo.
E que assim, imbuídos de esperança, fé, auto-estima e alegria, construamos todos uma vida mais feliz para nós e para aqueles que nos cercam
Um Feliz 2010!!!!
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Boas Festas!
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Seguidores Sorteados
Conforme anunciei anteriormente fiz o sorteio hoje, 16.12 de seis livros de antologias diversas em que publiquei alguns de meus contos entre os seguidores deste blog. E podem apostar que realmente tive o trabalho de escrever nome por nome em um papel em branco, dobrá-los, misturá-los e pedir a outra pessoa que retirasse seis deles de todos os cadastrados até ontem, 15.12.
Deixei a sorte de todos ser lançada. E aí estão as figuras dos contemplados:
São eles por seus nomes ou codinomes: Vox Vampyrica Podcast, A., Pedro Moreno, Tyr Quentale, Celly Borges (Gysele) e d.
Caríssimos sorteados: entrem em contato através do e-mail deste autor: rolusouza@gmail.com e enviem seus nomes e endereços para envio de seu exemplar surpresa. E tenham boa leitura! E depois, please, se possível digam se gostaram do livro. E já que estão com tanta sorte, joguem na Megasena e depois dividam o prêmio comigo, rsrsrsrs.
Aos que não foram sorteados, a esperança é a última que morre. Assim que receber novos exemplares de novas antologias sortearei pelo menos um exemplar neste blog. E também alguns que forem remanescentes de edições anteriores que estiverem disponíveis. Mas com certeza anunciarei antes a data em que sortearei para que todos saibam de forma clara e transparente. E quem quiser de forma imediata uma das antologias basta entrar no site das editoras para verificar como adquirir seu exemplar.
Deixei a sorte de todos ser lançada. E aí estão as figuras dos contemplados:
São eles por seus nomes ou codinomes: Vox Vampyrica Podcast, A., Pedro Moreno, Tyr Quentale, Celly Borges (Gysele) e d.
Caríssimos sorteados: entrem em contato através do e-mail deste autor: rolusouza@gmail.com e enviem seus nomes e endereços para envio de seu exemplar surpresa. E tenham boa leitura! E depois, please, se possível digam se gostaram do livro. E já que estão com tanta sorte, joguem na Megasena e depois dividam o prêmio comigo, rsrsrsrs.
Aos que não foram sorteados, a esperança é a última que morre. Assim que receber novos exemplares de novas antologias sortearei pelo menos um exemplar neste blog. E também alguns que forem remanescentes de edições anteriores que estiverem disponíveis. Mas com certeza anunciarei antes a data em que sortearei para que todos saibam de forma clara e transparente. E quem quiser de forma imediata uma das antologias basta entrar no site das editoras para verificar como adquirir seu exemplar.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Um olhar inexpressivo
Foi o olhar da velha senhora o que o fez voltar atrás.
Era um olhar vazio, desesperançado, maculado pela dor e tristeza e que naquele momento traduzia a si mesmo em finitude. Marco compreendeu imediatemente. Um lampejo daquela dor e solidão ecoou dentro de si mesmo. Deteve-se no meio da correnteza de gente indo e vindo pela calçada e foi abrindo caminho, desviando-se de um e outro até aproximar-se dela, sentada no chão, num canto, com a mão estendida em busca de um trocado. Ele observou os cabelos dela: um branco-amarelado pela idade, as rugas profundas de seu rosto, as vestes maltrapilhas e a magreza reveladora de sua necessidade de subsistência. Enfiou a mão em seu bolso, pegou algumas moedas e abaixou-se a fim de as depositar naquela mão estendida.
Foi quando Marcos, sem intenção, a fim de que as moedas não caíssem no chão, tocou com a ponta de seus dedos a palma da mão da velha senhora, entregando-lhe as moedas, que sentiu-se comovido por maior compaixão. Naquele instante sentiu o calor daquela mão pedinte como seria o da mão de qualquer pessoa de sua família.
Meu Deus, - ele pensou - é um ser humano quem está aqui, neste estado de miséria e desalento. Esta pobre senhora poderia ser minha mãe ou avó, e se encontra jogada na calçada, abandonada, sem ter qualquer um que vele por sua vida.
Já cansara de ver mendigos pelas ruas e vez ou outra passava direto sem se importar muito; noutras dava alguma esmola para aliviar um certo sentimento de culpa por olhar alguém em situação tão drástica e nada fazer. Mas nunca sentira algo como agora. Por causa do olhar daquela senhora. Já o vira antes.
Marcos ouviu a senhora agradecer com um Deus te ajude já decorado e recitado mecanicamente inúmeras vezes, mas que revelava gratidão.
Preso à sentimentos contraditórios, afastou-se um pouco, mas uma idéia lhe ocorreu e não permitiu que se fosse: não tinha como minorar o sofrimento daquela mulher pelo resto de seus dias, porque não tinha condição financeira para resolver um problema social imenso como aquele, pois a cada esquina do centro da cidade via um mendigo. Mas e se pudesse lhe comprar a alforria de um dia de liberdade, onde ela não tivesse mais que continuar pedindo e pudesse voltar para casa e descansar um pouco? E se lhe oferecesse o valor que ela demoraria todo o dia para ganhar, se é que viesse a ganhar, estaria ela disposta a abandonar aquela rua naquele mesmo instante e voltar para sua casa?
Marcos calculou: tinha acabado de receber seu salário do mês, podia apertar um pouco as contas e fazer aquela doação. Mas ela aceitaria e compreenderia aquele seu gesto ou não? Marcos agachou-se ao lado da velhinha e disse:
- Senhora, qual o seu nome?
A idosa pareceu não compreender porque um estranho que acabara de lhe dar uma esmola voltara atrás e lhe perguntava seu nome. Sem olhar no seu rosto, respondeu numa voz rouca e cansada:
- Maria, mio fio.
- Ô Dona Maria, vou dar um dinheiro maior pra senhora ir embora pra casa descansar um pouco por hoje. Amanhã a senhora pode voltar. Mas por hoje, quero que a senhora sinta como se já tivesse ganho seu dia e vá descansar. O que é que a senhora acha?
- Qui Deusi ti bençoe, mio fio. Mais num póssu ir imbora, não. Num tenhu mais casa. Meu véio morreu, fui dispejada do barraco onde morava lá na favela. Num tenhu pr´onde í.
- Mas onde a senhora dorme? Não é aqui, porque passo quase todos os dias voltando do serviço à noite e nunca a vi.
- Eu vô pra praça e fico juntu dus zotrus mindigus. Pru causu de qui tenhu medo de arguém fazê arguma mardade pra mim. Tem gente ruim nessi mundu, nê?
Marcos se lembrou das reportagens de TV onde soube de jovens de classe média que atearam fogo em mendigos e arrepiou-se. Ao compreender toda a extensão do drama e da miséria da pobre velhinha, sentiu um nó na garganta e sufocou uma lágrima.
- A se-senhora fa-faz bem. – Gaguejou – Melhor ficar junto dos outros que sozinha.
Sem pensar duas vezes, enfiou a mão no bolso, arrancou de sua carteira as notas de maior valor que possuía, segurou a mão da senhora com a mão esquerda e com a direita colocou o dinheiro nela, cobrindo em seguida com sua própria mão; sentiu que as pessoas passavam e o olhavam junto daquela mendiga, mas não se importou. Naquele momento a sua humanidade falava mais alto.
- É pra senhora. Compre o que quiser.
- Qui Deusi ti bençoe muito, viu mio fio? Lá na praça a gente dividi o qui consiguiu di dia e quem num tivé conseguidu cumê nada pode comprá arguma coisa pra num morrê de fomi. Na rua temus qui ajudá os zotrus colega pru modu de que tem dia qui num se consegui nada. Aí só mesmu quem veve du mesmu jeitu sabi cumé qui é. Já vi gente morrê de friú e de fomi. Mas si eu puder ajudá, num deixu, não. Dividu tudo cuns amigu.
- Tá bom, Dona Maria. Que Deus abençoe a senhora também. Agora tenho de ir ou vou chegar atrasado no trabalho. Fique com Deus.
A velhinha ensaiou um meio sorriso que deixou aparecer suas gengivas sem qualquer dente.
Depois daquele dia, Marcos sempre se aproximava de Dona Maria e lhe desejava um bom dia. Quando não deixava alguns trocados, pois também era moço pobre, deixava algum alimento e fazia alguma mesura com ela.
Passadas algumas semanas, no entanto, não a viu mais. Procurou todos os dias. E uma noite, foi até a praça onde ela dise que se reunia à noite com seus amigos. Tomando coragem, aproximou-se dos mendigos que ficavam deitados perto do coreto que fora cercado de grade pela prefeitura para impedir que eles ali entrassem. E perguntou para o mais próximo deles que se encontrava deitado, enrolado num cobertor:
- Ô moço, o senhor viu por aí a Dona Maria, aquela velhinha que ficava pedindo esmola ali perto da Casas Bahia?
- A Vó Maria? Ela morreu tem uns cincu dias. Foi interrada lá nu cimitério da cidade, como idigente mesmu.
- Você era neto dela?
- Não, sinhô. Todos aqui a chamavam de Vó Maria. Era a mais velha da turma e muito boazinha.
- Que pena. – disse Marcos, a voz sumindo-lhe da garganta, e os olhos marejando-se – Tinha vindo vê-la. Que Deus abençoe sua alma e a receba em Sua paz.
Marcos deu um trocado para o mendigo e foi embora dali, com o coração pesado. Então lembrou-se da primeira vez que vira Dona Maria. E daquilo que o fizera parar: O seu olhar. Vago e desesperançoso. Então lembrou de já ter visto antes olhar semelhante: no rosto de moribundos prestes a morrer. Aquele era um olhar de quem se despedia deste mundo.
Ela se fora. Como antes dela se fora também sua amada avó.
Marcos nunca mais se esquecera da velhinha, e do motivo que o levara a fundar uma associação de ajuda aos moradores de rua. Sabia que para resolver os problemas sociais não bastava ficar reclamando do governo. Começou a fazer sua parte e ficou surpreso de ver que muitos outros também estavam dispostos a colaborar com ele. Após algum tempo conseguira encontrar lares para muitos deles: ou parentes afastados ou abrigos decentes mantidos pelo poder público ou em convênio com a sociedade civil e a iniciativa privada.
Agora era Natal novamente. Tinha reunido muitos amigos para participar da campanha para recolher e distribuir alimentos e roupas. Nem que fosse por apenas alguns momentos, faria aqueles solitários moradores de rua serem um pouco felizes.
Com certeza – pensou – Dona Maria também ficaria contente, se aqui estivessse.
Marcadores:
Conto,
Conto Natal,
Solidão,
Tristeza,
vida
De volta ao mundo virtual
Após uma semana de Apagão Digital, inúmeras e frustrantes ligações para a Rede Velox, enfim minha conexão foi restabelecida. Resultado da Semana OFF: Centenas de e-mails não lidos e respondidos, mensagens importantes não recebidas, contratos adiados, informações não recebidas, impossibilidade de contato com amizades on-line e tudo o mais. Por sorte tinha terminado uma semana antes um curso on line do meu empregador, ou ficaria em apuro para fazer as provas finais, afinal havia prazo marcado de entrega e encerramento. Agora, resta exercer o direito de consumidor e solicitar à empresa a cobrança proporcional aos dias do mês.
Ufa, ainda bem que passou o Apagão Digital porque fiquei me sentindo como se tivesse sido transportado para a Sibéria ou o Saara, sem qualquer meio de contato com o mundo civilizado...
Ufa, ainda bem que passou o Apagão Digital porque fiquei me sentindo como se tivesse sido transportado para a Sibéria ou o Saara, sem qualquer meio de contato com o mundo civilizado...
Assinar:
Postagens (Atom)
















