Conheça o Livro Raízes e Asas

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segunda-feira, 22 de junho de 2009

Intensidade

Do Livro Diário de Um Romance (by Ronaldo Luiz Souza)


O sentimento que está aqui dentro
Bem aqui dentro
É um oceano em evolução
Um mar que se agita forte
Tenso e implacável
Em dias de tempestade
Um mar que se ondula
Em suaves movimentos
Pela ternura da brisa
Que o acaricia
em cada sussurro
um oceano que contempla
a cada manhã
o nascer da luz
e a cada noite,
o sorriso distante das estrelas
e a serenidade
de uma lua prateada
Compreendendo
a plenitude da existência
em si uma parte do universo
no universo uma parte de si
E assim,
Oferece
Cada ondular
Maré-alta
E maré-baixa
Cada nuance
Colorida e perfeita
De seu ser
Cada movimento
e todo sentir
como uma oração
ao amor
por poder ininterruptamente
tocar a terra
expressando toda sua ternura
por ela
em cada faixa de areia
de suas praias
comungando do amor da terra
por si
e de seu amor por ela.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Solving Crime



Um despretensioso texto feito para treinar o inglês do CCAA... Espero que não contenha erros...



I see this photograph and my mind goes away in the past days of my childhood. It would be a nice beautiful family photo, when all people were not so happy because the circumstances were sad: my uncle Jhon died in an accident but his body wasn’t found. It happened some weeks ago. And in that moment of the photography, if my family wasn’t happy, at least they found console in the presence of each other. Except for my beautiful mother, all people in the photo traveled a lot to be there in that moment. There was my uncle Ben that traveled from London, my grandmother from Italy, my uncles Paul and Brad from Scotland. And the family’s lawyer, too.

I was ten years old. The camera was in my hands and I was prepared to shot. All my relatives were there near each other, with sad smiles in their faces because the events and the testament of my dead uncle Jhon

It would be a nice beautiful family photo, I think again. But instead of it, it is a strange photography. Who can understand the surprised faces looking to a fixed point beyond me, the photographer, and my uncle Ben pointing to someone or something, like if all of them were looking a phantom?

But really they were looking to a phantom. It was my uncle’s Jhon phantom. I was scared and the camera did shot.

But it was a joke. A badly joke of uncle Jhon. His body was never found because he wasn’t dead. He was alive and in a fit of laugher. He just wanted get-togheter the family because someone was angry with each other and never would be present in that moment if was called. So, he decided to create a strategy to get-together all family: a lie of his dead. All the time he was hidden in his big house. But his strategy didn’t work very well. All the family was very angry during the get-together and it took them a long time – almost a year – to forget the angry and forgive him. But after a year, in a new get-together all my family was laughing of that moment.

This photograph. It would be a nice beautiful family photo, but…

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Videoclip do Livro Fiat voluntas Tua


Lançado 06.06.09 às 18:30hs no Espaço Multifoco situado na Av Mem de sá, 126, Lapa, Rio de Janeiro, o livro Fiat voluntas Tua. Estive presente no evento, junto com outros autores, as organizadoras Monica e Rúbia e o Editor Frodo.

No youtube encontra-se um vídeoclip muito interessante produzido por Monica Sicuro sobre o livro Fiat Voluntas Tua. No clip, todas as ilustrações que se encontram no livro foram editadas para compor uma introdução da temática do livro, com todos os sentimentos que são destilados pelos personagens nos diversos contos da antologia.

Vale à pena ser visto.

http://www.youtube.com/watch?v=6qsl1Qg1ibo

quinta-feira, 4 de junho de 2009

terça-feira, 2 de junho de 2009

domingo, 31 de maio de 2009

O Frio Que Nos Cerca


Conforme prometido, publico abaixo o conto O Frio Que Nos Cerca presente na antologia Contos de Outono da Câmara Brasileira de Jovens Escritores. Boa Leitura!!!!

Os MELHORES CONTOS de 2009 CJBE


Foi com imensa surpresa em que descobri, clicando no site da CJBE (Câmara Brasileira de Jovens Escritores) que o meu conto O Frio que nos cerca, publicado na antologia Contos de Outono 2009 e publicado neste blog foi escolhido dentre outros como um dos MELHORES CONTOS de 2009 publicados pela CJBE.


O Frio Que Nos Cerca



Eu me lembro de ter dito: Não mais terei esperanças.


Ledo engano. Confesso ter me surpreendido refletindo por

longos momentos, tendo saudades, me entristecendo por todas as horas do dia ou da noite.

As noites, como se tornaram vazias e sem sentido, monótonas e solitárias.

A esperança ainda estava ali, rondando-me, fazendo-me lembrar, impedindo-me de permanecer quieto. Tornando necessário

fazer alguma coisa. Qualquer coisa que desse sentido ao fato de ainda pensar em Izabella.

Ela me deixara.

Como o mundo me pareceu vazio e insensível, mesmo frio, após aquela noite de sábado há apenas uma semana.

Uma semana de minutos eternos e ânsia infinita.

Porque o arrastar do tempo é cruel com aqueles que amam e se encontram solitários.

Porque um coração que ama se torna insustentável sem amor.

Naquela noite ela me disse um adeus sem palavras.

Eu ainda tinha sonhos. Sonhava estar apenas iniciando nossa vida em

comum, que a estrada da vida se abria para nós e nos recebia com flores pelos caminhos; e o aroma fresco das manhãs vicejava em nossos sonhos.

Sim, eu posso dizer sem erro, ainda hoje, sem pudor ou medo. Eu a amei mais que a mim mesmo. E não me arrependo.

Porque comemorávamos cada momento passado juntos como uma dádiva dos Deuses. Porque éramos um para o outro sem regras, fronteiras ou ilusões. Porque nos descobrimos num mar de gente e nos encontramos um no outro. Porque não havia mais qualquer possibilidade de existirmos da forma eu-sem-você ou você-sem-mim, mas apenas nós-juntos-para-sempre.

E preparávamos nossa festa a dois para a semana seguinte, o próximo domingo, doze de junho, dia dos namorados.

Mas não chegamos até ele.

Por que os sonhos mais belos são frágeis e esquivos? Por que não alcançamos o arco-íris e nos colorimos de alegria? Por que não podemos colher gotas de luz para lançar na escuridão?

Eram perguntas de Izabella.

Mas a minha apenas era: Quanto pode durar a felicidade?

Eu me sentia feliz e também via alegria em seus olhos, caminhando pela areia da praia, trilhando aventuras, ou mesmo apenas tomando um café ao seu lado. Ela me olhava, sempre com aquela alegria inocente e me fazia sorrir por prazer ou por descartar regras a muito arraigadas em meu íntimo.

Sempre me senti mais leve na sua presença.

Caminhávamos com os mesmos passos e as mesmas certezas.

Ela transformava palavras em canções, dificuldades em sorrisos, e olhares em esperança.

Eu sempre a amei. Ainda posso ouví-la sussurrar seu diário Bom dia, Luciano! em meus ouvidos, ao acordar pela manhã. Eu moveria céus e terra somente para tê-la sempre sorrindo, feliz ao meu lado.

Nas noites, acordo no meio da madrugada, trêmulo, aos prantos, imaginando estar vivendo um pesadelo, que ainda estamos juntos, que ela me ama, e está ao meu lado tanto quanto antes. Então a realidade me atropela e vejo que o pesadelo é tão concreto quanto as paredes ao meu redor. Resta-me a tristeza e o conformismo.

Da taça que nos foi oferecida, tomaremos juntos até a última gota de vida. Ainda me lembro bem destas suas palavras. Eram uma declaração de amor e uma promessa.

Hoje eu me pergunto: Por que a vida permite que inocentes sofram?

Não fui capaz de prever. Nunca pude pensar que a taça se esgotasse tão rapidamente, que sua doença fosse tão devastadora, nem que o derradeiro momento estivesse tão perto.

Um câncer no seio se alastrara pelo corpo de Izabella, devastando de um só golpe, três vidas.

A dela que se fora. A minha que lastima. E a futura, fruto de nossa união, negada em seu próprio íntimo, pelos belos e sagrados seios, sua futura fonte de alimentos, que jorraram veneno mortal.

Neste dia de outono de minha vida, apenas posso repetir, na esperança que ela me escute, lá das nuvens celestes, em meio aos anjos do Senhor:

Eu te amo, Izabella. Por isto decidi publicar este relato. Para que todos aqueles que o leiam lembrem-se de amar com toda a intensidade de seus corações, como se fosse a primeira ou a última vez.

Porque nosso tempo sempre é muito curto para amar.

Tenha um Feliz Dia dos Namorados, meu amor.

Daquele que um dia, no passado, você amou com todo seu coração.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Contos de Outono


Mês de Junho se aproxima, e com ele o Dia dos Namorados. Amor, Romance e Paixão encontram-se em alta. Para comemorar, dois lançamentos dos quais participo:

Contos de Outono - Pela Câmara Brasileira de Jovens Escritores.
Excepcionalmente, e à pedido de amigos que não conseguiram adquirir esta antologia a tempo (o prazo era apenas até 10 de maio), disponibilizarei no dia do lançamento (31 de maio)o texto integral de meu conto: O frio que nos cerca, um belíssimo conto de amor.

e, Dia 12 de Maio, será lançado o livro Enigmas do Amor, pela Editora Scortecci, do qual participo com o conto Um Gesto, Uma Palavra.